Macatuba - A Defesa Civil do Estado de São Paulo, regional Bauru, manteve a interdição da Escola Municipal Caic Cristo Rei, o principal prédio do complexo Caic Trajano Maciel Filho, em Macatuba (46 quilômetros de Bauru), e onde estudam cerca de 700 estudantes. A decisão se baseou em laudo emitido pelo Instituto de Pesquisas Técnicas (IPT), concluído após análises realizadas no último dia 27 de janeiro.
Segundo o secretário municipal de Educação e Juventude, Adriano Aparecido Queiróz, a interdição segue por tempo indeterminado e outros estudos técnicos, com pessoas capacitadas, serão realizados para definir se o prédio será demolido ou passível de uma reforma. Independentemente da decisão, ele garante que não haverá perda pedagógica para os alunos, que devem retornar as aulas no dia 1 de março.
"Estamos fazendo as adequações necessárias dentro do próprio complexo do Caic Trajano Maciel Filho para que possamos receber todos os alunos que optarem pelo ensino híbrido. Sei que existe grande preocupação com relação ao bloco que foi interditado do complexo, mas quero assumir um compromisso. Vamos sempre dar nosso melhor para garantir a segurança de toda comunidade escolar e, a partir daí, oferecer aos nossos alunos um ensino de qualidade dentro das nossas possibilidades", diz.
O presidente da Defesa Civil de Macatuba, Armando Soares Júnior, reforça que a decisão foi tomada em caráter preventivo. "Com base no laudo emitido pela Defesa Civil do Estado de São Paulo e pelo IPT, em conjunto com a Defesa Civil de Macatuba, decidimos por manter a interdição, isolando aquele bloco para garantir a segurança da comunidade escolar", explica. "E vamos manter esse isolamento enquanto se determina um plano de ação para resolver o problema em definitivo".
PROBLEMAS ANTIGOS
Os problemas estruturais na unidade começaram a ser observados no primeiro trimestre de 2019, quando um forte barulho foi percebido pelos alunos e por uma professora em sala de aula. Na época, o setor de engenharia da prefeitura emitiu um laudo de que não havia perigo para os usuários do prédio.
Em junho de 2019, novo laudo, emitido por uma empresa especializada contratada pela prefeitura, apontou a "existência de patologias graves, danos e configurações típicas de problemas graves de estrutura física, comprometendo a estrutura do prédio; tornando o prédio do Caic inseguro".
O estaqueamento na estrutura foi feito em abril de 2020. Porém, de acordo com o Executivo, novas situações que poderiam comprometer o imóvel começaram a ser observadas, entre elas vazamentos nos banheiros e canaletas, dilatação das paredes e abertura nas vigas de sustentação do corredor central.
No início deste ano, durante reforma, o chão cedeu em um ponto de vazamento, também no corredor central. A pedido da prefeitura, Defesa Civil do Estado e IPT vistoriaram o prédio no dia 27 de janeiro. Na ocasião, os técnicos decidiram interditar temporariamente o local até conclusão do laudo, processo que ocorreu nesta semana.