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A hora é de estender a mão ao próximo

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

Não se trata apenas de ficar em casa. Quem pode, fica em casa. E quem não pode porque precisa 'vender o almoço para comprar a janta', tem que ir à luta. É lamentável ver o número de pessoas que perde tempo nas redes sociais e escreve um monte de baboseira. Se cada um olhasse na esquina e ajudasse alguém que precisa, talvez, a situação fosse melhor.

Sim, é muita gente precisando de ajuda. Não dá para fazer de conta que nada está acontecendo. É muita gente sem emprego, além dos que querem trabalhar e não conseguem por conta de decretos esdrúxulos. As pessoas não têm consciência sobre o momento.

Se ficar em casa é uma opção, então não tem que passear em lojas ou supermercados. Todo mundo reclama que os supermercados estão lotados. Alguém já pensou que as pessoas é que não respeitam nada? É óbvio que o dono do supermercado não vai mandar ninguém embora. As pessoas deveriam ter bom senso, e não achar que levam vantagem quando vai a família inteira no supermercado, cada um entra de um lado e lá dentro se encontram para passear pelos corredores. Isso, apesar dos insistentes apelos de que, conforme decreto tal, todos devem usar máscaras e apenas uma pessoa da família fazer as compras. O mesmo acontece com quem vai dar uma volta no comércio.

É irracional a atitude de pessoas que sempre acham que tem benefícios. Não importa a que custo. Quando alguém diz que cada povo tem o Governo que merece, fica todo mundo indignado. E não é? Os governos desde sempre são o reflexo de uma sociedade permissiva. Do indivíduo que deixa o carrinho no meio do estacionamento do supermercado, ou estaciona 'rapidinho' nas vagas de idosos e deficientes, passando pelos Três Poderes, sempre tem alguém achando que é mais esperto.

Pois bem, a situação é pior do que se imagina. Cada pessoa que morre por causa do vírus, é uma família desestruturada. Do outro lado, cada pessoa desempregada também tem uma família quebrada. Tem gente que não faz ideia do que é um pai ou mãe não ter comida na mesa, para alimentar os filhos. Não é hora para brincadeira.

O momento não é para festas, encontros e passeios. Não há o que comemorar. O mínimo que se pode fazer é respeitar a situação, e primeiro, tentar vencer essa pandemia, depois, espernear se for o caso. Ajudar alguém faz bem.

 A autora é jornalista, colaboradora com Opinião

 

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