Internacional

'Um dever com terra martirizada', diz papa sobre viagem

FolhaPress
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Bagdá - A despeito de recentes ataques com foguetes e bombas e do aumento significativo de casos de coronavírus no Iraque, o papa Francisco iniciou nesta sexta-feira (5) a visita de quatro dias ao país -sua primeira viagem internacional desde o início da pandemia e a primeira vez em que um líder da Igreja Católica visita a nação de maioria muçulmana.

Ele havia justificado o cancelamento de suas viagens anteriores com o argumento de que sua consciência não permitiria que ele provocasse aglomerações, mas ao falar sobre a ida ao Iraque disse que se sentia na obrigação de manter os planos para essa "visita emblemática". "É um dever para com uma terra martirizada por muitos anos."

CONFLITOS

A principal preocupação é com o risco de que a visita exponha a população iraquiana, que ainda não teve acesso aos imunizantes. 

O governo iraquiano deslocou milhares de agentes de suas forças de segurança para garantir que a estadia do papa transcorra sem imprevistos.

Nesta sexta, o primeiro compromisso do pontífice foi um encontro com o presidente do Iraque, Barham Salih. As boas-vindas oficiais contaram com tapete vermelho, apresentação de uma banda militar e uma revoada de pombos.

Francisco demonstrou dificuldade ao caminhar, indicando um possível retorno da mesma dor ciática que o levou a cancelar sua participação em eventos tradicionais de fim de ano no Vaticano.

"O Iraque sofreu os efeitos desastrosos das guerras, o flagelo do terrorismo e os conflitos sectários muitas vezes baseado em um fundamentalismo incapaz de aceitar a coexistência pacífica de diferentes grupos étnicos e religiosos", disse Francisco.

O presidente Salih agradeceu ao visitante por ter contrariado "as muitas recomendações para adiar" a viagem por causa da pandemia e disse que o fato de o papa ter insistido na ida ao país "multiplica o valor desta visita para o povo iraquiano".

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