Brasília - Em audiência virtual com pequenos e micro empresários, ao lado do ministro Paulo Guedes (Economia), nesta quinta-feira (11), o presidente disse que "lockdown não é remédio". "Até quando nós podemos aguentar esta irresponsabilidade do lockdown? Estou preocupado com vida, sim'.
DESGRAÇA
"Até quando nossa economia vai resistir? Que se colapsar, vai ser uma desgraça. Sabe o que poderemos ter brevemente? Invasão a supermercado, fogo em ônibus, greves, piquetes, paralisações. Onde vamos chegar?"
"Nós aqui buscamos salvar empregos e, na ponta da linha, um ou outro, como o de São Paulo, por exemplo, vai para a destruição", afirmou Bolsonaro, logo após Doria anunciar a fase emergencial mais dura, "Ficamos praticamente um ano em lockdown", se queixou Bolsonaro.
Para o presidente, a adoção de medida restritiva tem apenas uma consequência, que, para ele, é "transformar os pobres em mais pobres". "Até quando? Até quando nossa economia vai resistir? Se colapsar, vai ser uma desgraça. O que poderemos ter brevemente? Invasão a supermercado, fogo em ônibus, greves, piquetes, paralisações. Onde vamos chegar? Será tarde para o sapo sair da panela", disse Bolsonaro.
"Sou preocupado com vidas, antes que peguem um extrato da minha conversa, alguém, e publique nos jornais como se fosse o presidente sem coração. Mas, como sempre disse, a economia e a vida têm que andar de mãos dadas."
Jair Bolsonaro disse que, no DF, onde está em vigor um toque de recolher entre 22h e 5h, "toma-se medida, por decreto, de estado de sítio".
ANIVERSÁRIO
No final da reunião, o presidente Jair Bolsonaro reuniu alguns minutos para cortar um bolo e comemorar o aniversário do ministro Marcos Pontes. Desta vez, todos estavam sem máscaras.