Washington - O infectologista Anthony Fauci, principal conselheiro médico da Casa Branca, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos estão caminhando para uma "maior normalidade" da pandemia de covid-19, mas ressaltou que um aumento de casos semelhante ao que está ocorrendo na Europa é possível. Ele defendeu que o país não pode relaxar prematuramente as precauções de saúde pública.
De acordo com o cientista, que também é diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doença Infecciosas, crianças em idade escolar serão vacinadas em outubro.
Ele destacou também que um reforço de vacinas pode ser necessário se certas variantes do coronavírus se tornaram prevalentes. "Precisamos vacinar a grande maioria da população se quisermos obter proteção real contra o vírus", declarou.
EXCEDENTES
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta terça-feira, 16, que tem conversado com vários países sobre a possibilidade de compartilhar o excedente de vacinas contra a Covid-19 do país. "Vocês saberão mais em breve", afirmou o democrata a repórteres na Casa Branca.
A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que os EUA estão "engajados" com outros países, inclusive o Brasil, na discussão de uma possível doação de imunizantes. A assessora reforçou, contudo, que a prioridade do governo Biden é vacinar a população americana.
A porta-voz foi questionada, sobre o estoque de doses do imunizante da AstraZeneca que os EUA detêm, já que o produto ainda não recebeu autorização para uso emergencial no país. De acordo com a porta-voz, o objetivo é ter "flexibilidade" na vacinação.