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Covid-19: mortes em pediatrias caem

Agência Brasil
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São Paulo - O percentual de crianças e adolescentes de até 19 anos que morreram após terem sido internados por Covid-19 caiu nos primeiros meses de 2021 em relação à média de 2020, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Chamada de taxa de letalidade, a proporção era de 8,2% entre fevereiro e dezembro do ano passado e ficou em 5,8% de janeiro a 1º de março de 2021.

A pesquisa é um alívio porque o aumento de internações entre jovens no Estado São Paulo tem preocupado o Centro de Contingência da Covid-19, ligado à gestão João Doria (PSDB). Além do número de crianças e jovens detectados com a doença ser maior, segundo o governo, tem crescido o número de pacientes entre 30 e 50 anos, sem doença prévia. 

PROPORÇÃO

O presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marco Aurélio Sáfadi, ressalta que esse percentual não representa a letalidade geral da doença, e sim a proporção de vítimas entre os casos que chegam à internação por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) relacionada à Covid-19. Ele disse acreditar que a redução da letalidade pode estar relacionada à melhora na qualidade do atendimento, decorrente de um conhecimento maior acumulado sobre a doença.

PESQUISA

A pesquisa também aponta a queda no percentual de crianças e adolescentes entre as hospitalizações por covid-19. No ano passado, o percentual representou 2,46% dos casos de internação, enquanto em janeiro e fevereiro deste ano, ficou em 1,79%.

O número de crianças e adolescentes mortos pela covid-19 em 2020 representou 0,62% do total de vítimas, enquanto nos primeiros dois meses deste ano, a proporção foi de 0,39%. Em número absolutos, 1.203 crianças e adolescentes foram vítimas da covid-19 no ano passado e, até o início de março deste ano, mais 121 morreram em decorrência da doença.

Para Sáfadi, apesar de o percentual de mortes de crianças e adolescentes ser baixo entre o total de vítimas, o número absoluto é dramático. Diante disso, o médico destaca que o cuidado dos adultos também protege as crianças.

"O que temos visto é que são os adultos que infectam as crianças, e não o contrário. Para proteger o seu filho, você tem que se proteger. Essa é a principal mensagem que a gente deixa aqui. Que os adultos estejam atentos ao seu dia a dia, para que tenham a clareza de que é importante obedecer as medidas de uso de máscara e evitar aglomerações para protegê-los e proteger os seus filhos", enfatizou o médico.

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