Berlim - A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, recuou nesta quarta-feira (24) do confinamento total durante o feriado de Páscoa, que ela havia anunciado um dia antes.
A líder alemã afirmou que a decisão de elevar as restrições fazia sentido, ?porque é absolutamente necessário desacelerar e reverter a terceira onda da pandemia, mas não houve planejamento prévio suficiente.
Com o número de novos casos em alta há quatro semanas consecutivas, o governo havia decretado que todas as lojas ficariam fechadas de 1º a 5 de abril, com exceção de mercados no sábado, dia 3, e as cerimônias religiosas presenciais, suspensas.
Mas as medidas foram questionadas por epidemiologistas, políticos e empresários, por motivos diferentes, levando Merkel a recuar. "A ideia teve bons motivos, mas não conseguiu concretizar-se bem no curto espaço de tempo disponível", disse ela.
DEZESSEIS ESTADOS
A decisão havia sido tomada em conjunto com os governadores dos 16 estados, mas a primeira-ministra assumiu individualmente o erro "porque a responsabilidade final é sempre minha'' e pediu desculpas à população por ter provocado incertezas.
No aspecto de saúde pública, epidemiologistas afirmaram que fechar todas as lojas, inclusive as de comida, e permitir que elas abrissem apenas no sábado poderia provocar corrida a mercados e mercearias antes do feriado ou no próprio sábado, levando a aglomerações e elevando o risco de contágio.
A paralisação de cinco dias também foi considerada curta para ter impacto significativo no número de novos casos de Covid-19.