Regional

Covid mata secretário de Saúde de Lins

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Lins - O secretário de Saúde de Lins (102 quilômetros de Bauru) Orrélio Justiniano Rocha, conhecido como Dr. Rocha, morreu na manhã desta quinta (25), aos 83 anos, em um hospital particular de Bauru, em razão de complicações causadas pela Covid. Médico, ele já havia tomado duas doses da vacina contra a doença. O sepultamento ocorreu na tarde de quinta, no Cemitério São João Batista, em Lins. Na opinião de um especialista ouvido pela TV Tem, três fatores podem explicar o óbito de Dr. Rocha pelo coronavírus.

O secretário foi o primeiro a receber a primeira dose da vacina contra a Covid em Lins, em 21 de janeiro. Ele recebeu a segunda dose, na primeira quinzena de fevereiro. O anúncio de que Dr. Rocha havia testado positivo para a doença foi feito pela Prefeitura de Lins, na página no Facebook, em 7 de março.

Dias depois, ele foi internado e precisou ser intubado, permanecendo em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No dia 14 de março, com a melhora do seu estado de saúde, foi realizada a extubação e o secretário foi para o quarto. No início desta semana, ele foi novamente intubado e retornou para a UTI.

Na manhã de quarta (23), Dr. Rocha foi transferido para um hospital particular em Bauru. Na quinta (24) de manhã, ele acabou não resistindo. A esposa dele, Euridice Nunes Rocha, também foi diagnosticada com Covid e, no último dia 14, não resistiu às complicações da doença e morreu aos 84 anos.

Em nota, a Prefeitura de Lins lamentou a morte do secretário, definido como "um homem com um enorme coração, de muitos princípios e que amava o povo da cidade". Em vídeo na página do Executivo, o prefeito João Pandolfi (PP) elogiou a atuação dele e decretou luto oficial de três dias em Lins. "Ele estava fazendo um excelente trabalho e buscando melhorar cada vez mais a saúde pública no, juntamente com sua equipe", declarou.

TRÊS HIPÓTESES

Em entrevista à TV Tem, o infectologista Alexandre Naime disse que a hipótese mais provável para que o secretário tenha desenvolvido quadro grave da Covid, mesmo vacinado, é que não tenha passado o tempo necessário entre a aplicação da segunda dose e a efetividade do imunizante, de pelo menos 14 dias. Outra hipótese, de acordo com ele, é de que Dr. Rocha faça parte de uma pequena parcela de imunizados que desenvolvem a doença. Além disso, segundo o infectologista, existe a possibilidade de que a vacina não consiga imunizar contra a variante P1 do coronavírus (amazônica), detectada em amostras em Lins.

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