Internacional

George Floyd estava morto quando paramédicos chegaram


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Nova York - Os paramédicos que atenderam George Floyd disseram que ele não estava respirando e não tinha pulso quando chegaram à cena de sua prisão e assassinato em maio do ano passado, em um depoimento nesta quinta-feira (1º) no julgamento do ex-policial Derek Chauvin por homicídio.

"Em termos leigos, considerei que ele estava morto", disse Derek Smith, um dos paramédicos, ao júri. No momento em que Smith chegou ao local, Chauvin, que é branco, estava pressionando seu joelho sobre o pescoço de Floyd, um homem negro de 46 anos, algemado. Uma cena que provocou protestos no mundo todo contra a violência policial.

Chauvin, de 45 anos, se declarou inocente das acusações de homicídio. Em uma disputa central do julgamento, os advogados do ex-policial argumentaram que a morte de Floyd, que foi considerada homicídio nas mãos da polícia pelo médico legista do condado, teria sido por conta de uma overdose de fentanil, encontrado em seu sangue na autópsia.

Os membros da procuradoria-geral do Estado de Minnesota disseram ao júri que eles irão ouvir evidências que irão contradizer isso, incluindo depoimentos da namorada de Floyd sobre sua tolerância a drogas e que o uso de substâncias é irrelevante para as acusações contra Chauvin.

O JULGAMENTO 

Com 19 anos de trabalho na polícia, Chauvin é acusado de assassinato e homicídio culposo, e pode pegar até 40 anos de prisão se for declarado culpado da acusação mais grave: assassinato em segundo grau. O julgamento é acompanhado com atenção pelo mundo inteiro, e a Casa Branca informou ontem que o presidente Joe Biden também estava atento ao processo.

Ben Crump, advogado especialista em direitos civis que representa a família Floyd, classificou o processo de "um julgamento histórico, que será um referendo sobre o quão longe os Estados Unidos chegaram em sua busca por igualdade e justiça para todos".

O julgamento deve durar cerca de um mês e os outros três oficiais envolvidos na prisão de Floyd - Tou Thao, Thomas Lane e J. Alexander Kueng - serão julgados em outro processo, também este ano. Os depoimentos começaram na última segunda-feira e devem ser retomados na próxima terça-feira (06).

Chauvin é acusado de assassinato em segundo grau e homicídio culposo pela morte de Floyd em 25 de maio de 2020.

O afro-americano morreu sufocado depois que Chauvin o imobilizou, apertando o joelho sobre o pescoço da vítima por quase nove minutos.

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