Como a própria reportagem do JC divulgou, falar da importância do dr. Luiz para a educação, para a USP, para o Centrinho, com certeza, nem se faz necessário. Em razão disso, quero falar da pessoa dele, que nem todo mundo teve o privilégio de conhecer. Trabalho no Centrinho há 28 anos e quando ele soube que eu tinha muita experiência como motorista - apesar de não exercer essa profissão na USP - me contratava esporadicamente em fins de semanas, para levá-lo para visitar os filhos em São Paulo. E foi exercendo essa atividade extra, que fui agraciado pela sua imensa generosidade. Dr. Luiz nunca me tratou com um prestador de serviço, sempre fazia questão que eu usufruísse de ótimos restaurantes da capital, locais onde ele preferia encontrar com os seus. E não ficou só nisso. Fiquei amigo de todos os seus familiares, de amigos e até de outros colaboradores, como o Cid, por exemplo, que foi contratado para serviços de transportes dentro de Bauru e, a partir de um momento de enfermidade, passou a cuidar dele, como uma espécie de mordomo, mas estando mais para um anjo. Para finalizar, não encontro palavras para expor aqui quantos momentos maravilhosos O Dr. Luiz me proporcionou, momentos que nunca seriam alcançados se dependesse apenas da minha condição financeira. A sua simplicidade, amizade e generosidade foram muito além dos favores proporcionadas pelo dinheiro. Lembro muito bem em 2004, quando meu pai faleceu, da sua presença no velório me prestando solidariedade. Sem dúvida nenhuma, Dr. Luiz foi grande na carreira acadêmica, foi importantíssimo para a USP, Centrinho e Unesp, mas foi extraordinário na minha vida. Sua memória sempre estará viva, na minha mente e no meu coração. Agradeço a Deus por ter tido o privilégio de tê-lo conhecido.
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