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Demanda em hospitais cresce 41%

Larissa Bastos Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

O principal aliado dos pacientes que apresentam insuficiência respiratória durante a infecção pelo coronavírus é o suporte de oxigênio. E, no mês de março, que ficou marcado pelo pior momento da pandemia em Bauru, a elevação na quantidade de internações trouxe também aumento de 41% na demanda por oxigênio em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs), tanto na rede pública quanto na privada.

Segundo informações da White Martins, que é uma das maiores fornecedoras de oxigênio hospitalar do Brasil, o abastecimento aos clientes bauruenses da empresa é feito em duas modalidades: o oxigênio líquido, que abastece as unidades de saúde em tanques criogênicos, e o oxigênio gasoso, fornecido em cilindros.

"Foram fornecidos mais de 395 mil metros cúbicos de oxigênio líquido entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021 para instituições de saúde do município. Porém, em março, até o dia 26, houve um aumento de 41% em relação à média mensal dos últimos seis meses", informou a empresa, em nota enviada à reportagem do JC.

A White Martins ainda ressalta que ocorreu uma elevação no fornecimento de oxigênio gasoso (cilindros), sendo que, entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021, o volume entregue foi de 5.955 metros cúbicos. "Houve um incremento de 120% até o dia 26 de março, comparando com o consumo médio mensal dos seis meses anteriores", afirma.

Diante desta demanda por oxigênio em Bauru, a empresa relata que foi necessário aumentar em 35% o quadro de funcionários na unidade local e ainda "adicionou à sua frota dois novos veículos".

RISCOS

Por outro lado, a White Martins avalia que é arriscado transformar UPAs em unidades de internação para pacientes com Covid-19 sem um planejamento adequado. "Isso pode trazer impactos significativos na logística, na segurança operacional e na confiabilidade do abastecimento de oxigênio no local, pois algumas unidades não contam com infraestrutura apropriada, como tanques de estocagem de oxigênio e redes centralizadas para o gás, ou não possuem sistemas com a dimensão adequada para a expansão do consumo", pondera a empresa.

Por fim, para evitar desabastecimento na rede hospitalar de Bauru, a companhia reforça "que, como qualquer fornecedor de oxigênio, não tem condições de fazer qualquer prognóstico acerca da evolução abrupta ou exponencial da demanda" e, por isso, "tem mantido constante contato com os seus clientes e autoridades de saúde locais para que sejam comunicadas formal e previamente as necessidades de acréscimo no fornecimento do produto bem como a previsão da demanda".

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