Durante o uso da palavra, na sessão de ontem da Câmara Municipal, o presidente da Casa, Markinho Souza (PSDB), vinculou a proposta de implantação do cartão-alimentação pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), apresentada em audiência pública convocada pela Comissão de Educação e Assistência Social, presidida pela vereadora Chiara Ranieri (DEM) e constituída pelos vereadores Coronel Meira (PSL) e Serginho Brum (PDT), à devolução à prefeitura de parcela do duodécimo (dinheiro que o Orçamento Municipal destina ao Poder Legislativo).
Markinho defendeu o programa de transferência de renda com foco na alimentação, que viria para socorrer as famílias em situação de vulnerabilidade, agravada pela pandemia do novo coronavírus.
Como a proposta afetaria o Orçamento da prefeitura, Markinho reuniu-se com a Mesa Diretora a fim de discutir a devolução antecipada para o Poder Executivo de parte do duodécimo da Casa de Leis, para que o montante seja destinado à viabilização do cartão-alimentação pela Sebes. O envio poderia ser feito mensalmente.
O presidente da Câmara disse que chamará, ainda para esta semana, uma reunião com a prefeita Suéllen Rosim, para discutir a implantação do benefício na cidade. "A fome não pode esperar. Precisamos urgentemente unir os esforços para minimizar esse problema no nosso município", ressaltou Markinho.