Finalista da Libertadores de 2020 quando poucos esperavam, o Santos garantiu sua classificação para a fase de grupos da edição 2021 do torneio. O empate em 2 a 2 nesta terça-feira (13), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, apenas confirmou o seu favoritismo diante do San Lorenzo depois do placar de 3 a 1 obtido na semana passada, em Buenos Aires.
Os 11 titulares na final da última Libertadores, diante do Palmeiras, tinham média de idade de 25,1 anos. A escalação que entrou em campo em Brasília teve 24,3. E no banco ainda havia Ângelo, 16 anos, a grande esperança da vez na Vila Belmiro.
A diferença do técnico Ariel Holan para os seus antecessores é que disse desde o primeiro momento estar consciente das dificuldades financeiras e de que não seriam feitas contrações. Estas não podem ser realizadas, além da falta de dinheiro, pela punição imposta pela Fifa porque a equipe brasileira tem dívida com o Huachipato (CHI) pela contratação de Soteldo.
A maior virtude do Santos de Holan foi vista nesta terça. Propor o jogo e atacar quando o espaço aparecer. Mesmo com a vantagem no placar. Foi assim que surgiu o terceiro gol em Buenos Aires, anotado por Ângelo. O mesmo foi visto em Brasília, apesar dos erros defensivos.
Com a classificação garantida e com um a mais em campo (Rojas foi expulso por falta em Marinho), Pará deu um toque cruzado para anotar o segundo gol na etapa final. No primeiro tempo, Marcos Leonardo havia chutado quase sem ângulo para abrir o placar.
O passe para Marcos Leonardo, 17 anos, anotar foi dado por Gabriel Pirani, 19 anos, um garoto cada vez mais à vontade e mais dono da posição no meio-campo. Franco Di Santo e Ángel Romero marcaram para o San Lorenzo e evitaram a derrota. Nos 10 minutos finais, os argentinos pressionaram.
Classificado, o Santos estará em um grupo complicado, com Barcelona (EQU), Boca Juniors (ARG) e The Strongest (BOL). Classificam-se os dois primeiros. Nas partidas como visitante, terá de ir a La Bombonera e fazer dois confrontos na altitude.