Articulistas

Dr. Reinaldo Galli

Abel Fernando Marques Abreu
| Tempo de leitura: 3 min

Oh Senhor... Senhor! Quanta desgraça, quanto sofrimento, quanta dor que sentimos neste instante derradeiro na presença inerte do grande homem; do excelso marido; do pai respeitoso; do avô e do bisavô querido; do excelente companheiro e do aficionado amigo que foi Reinaldo Galli, nascido em Monte Azul Paulista, mas, provindo de Marcondésia, fez de Bauru a sua terra de coração. Por isso recebeu o Título de Cidadão Bauruense que a Câmara Municipal lhe outorgou merecidamente e aqui o seu corpo vai repousar para sempre na eternidade.

Conhecê-lo foi um presente etéreo e o convívio que esta amizade nos permitiu bastou para que pudéssemos observar a grandeza dos sentimentos que animavam a sua alma. Marido, pai ou amigo, sob qualquer dos aspectos por que busquemos cercar-lhe a individualidade, ela se nos apresenta de sincera e respeitosa admiração. Afável, prestimoso, acolhedor, hospitaleiro, simples, laborioso e, sobretudo, digno, ele por suas virtudes, bem merece que Deus lhe dê uma grande soma de venturas na nova etapa da existência eterna. Assim seja! Na nossa vivência, não poderá haver maior alegria para um coração, além dessa de encontrar a afinidade em outro coração. Assim foi com Reinaldo Galli e sua amorosa esposa Denise que, nos últimos tempos, além de esposa e companheira dileta, foi, também, a cuidadora amável e a enfermeira certa na adversidade do dia a dia do pranteado.

Profissionalmente, Reinaldo Galli distinguiu-se no campo do Direito, seguindo a carreira da magistratura. Abraçando esta profissão, fê-lo consciente das responsabilidades que dela lhe adviriam e, estamos certos, que soube mantê-las à altura da sua capacidade e da sua inteligência, com o pensamento firme que lhe orientou a ação, procurando, ademais, servir sempre a fins superiores. Pai amantíssimo, o seu desvelo e carinho não conheceram limites. As inquietações que lhe assaltavam a alma quando algum acontecimento pudesse atingir os filhos, atestaram que o seu coração foi um manancial inexaurível de bondade e de ternura. E isto foi atestado por mim ao longo do tempo e pelo dr. Joaquim Mendonça Sobrinho, outro companheiro dileto e inseparável.

O carinho e o desvelo que dedicou aos amigos, ecoam em nossas almas e nos nossos corações e seríamos ingratos se não confessássemos isso — alto e bom som — no instante em que nos deixa para a morada eterna. Receba, pois, meu querido amigo e compadre Dr. Reinaldo Galli, in memorian, o testemunho perenal da nossa firme amizade em vida, e as orações que faremos, pesarosamente, em sua homenagem post mortem. Oh... Senhor, Senhor! Quanta dor. Quanta tristeza. E agora, meu Pai?

Só nos resta pedir-Vos e implorar para que não falte o necessário conforto à esposa Denise, exemplo de dedicação e amor ao longo dos anos que viveram juntos. Aos filhos queridos: Renata, Fernanda e Ciro, filhos da primeira esposa, a saudosa e sempre digna D. Vilma e Claudinho, filho da atual esposa, a querida e amada Denise e à prole familiar, Laura, Evandro, Pedro, Manuela, Cirinho, Natasha, Maria Fernanda e Eduardo, seus amados netos e Antonella e Miguel, diletos bisnetos, Maninho e Evandro, prezados genros e Gabriela, a estimada nora, para os quais pedimos que a condescendência divina permita a consolação e o alívio da dor que os seus corações sentem neste triste e enlutado momento. E, nesta hora tristonha da despedida, quando o seu corpo irá em poucos instantes baixar à terra no Parque Jardim do Ipê — enquanto se comprimem de tristeza os nossos corações — voltemos o nosso sentimento para Deus, implorando por paz para o seu espírito. À derradeira, pedimos a todos, o favor de uma salva de palmas... muitas palmas, em homenagem póstuma ao grande homem que foi Reinaldo Galli

O autor é delegado de polícia aposentado, jornalista e colaborador de Opinião.

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