Bruxelas - Na véspera da Cúpula de Líderes sobre o Clima organizada por Joe Biden, a União Europeia fechou um acordo nesta quarta-feira (21) sobre uma lei de resposta às mudanças climáticas que estabelece metas mais rígidas de redução na emissão de gases causadores do efeito estufa.
Na cúpula, para o qual presidente norte-americano convidou 40 das principais lideranças mundiais, os EUA devem apresentar sua própria meta de redução das emissões.
O evento de dois dias começa nesta quinta-feira (22), mas a União Europeia já se antecipou.
Países como Reino Unido e Nova Zelândia já consagraram em lei suas metas para zerar emissões, mas a UE, que responde por 7,5% do total de gases-estufa emitidos na atmosfera, é o maior emissor a fazê-lo.
A meta de redução estabelecida em 55% até 2030 substitui o objetivo anterior, que era de 40%.
Até o final da década, o bloco quer reduzir em ao menos 55% o total de emissões, em comparação com os níveis registrados em 1990. A meta do Parlamento Europeu era um pouco mais ambiciosa (redução de 60%), mas o objetivo acordado inclui uma orientação no sentido de zerar as emissões até 2050.
AVANÇO PRÁTICO
Após meses de debates e mais de 14 horas de negociações que atravessaram a noite de terça-feira (20), eurodeputados e representantes dos 27 países-membros da UE chegaram a um acordo que pode ser apresentado como um avanço prático na Cúpula do Clima, embora a nova lei ainda precise de aprovação formal de todo o Parlamento e dos governos nacionais.
"Este é um momento marcante para a União Europeia", disse o chefe da política climática do bloco, Frans Timmermans, em comunicado. "O acordo de hoje também reforça nossa posição global como líderes no enfrentamento da crise climática."