Ndjamena - Idriss Déby, o veterano presidente do Chade, governou o país com mão de ferro por 30 anos. Ele morreu nesta terça-feira um dia depois de conquistar seu sexto mandato, com 79% de apoio. Em vez de fazer um discurso da vitória, ele estava em um campo de batalha para enfrentar os rebeldes. Foi ferido e morreu.
Com a morte do ditador, o Parlamento do Chade foi dissolvido. Ele foi substituído por um conselho de militares liderado por seu filho, Mahamat Idriss Déby Itno.
ALIADO
Para os países ocidentais, o Chade, localizado entre Líbia, Sudão e República Centro-Africana, eram aliados na luta contra grupos militantes islâmicos, incluindo facções ligadas ao Boko Haram, à Al Qaeda e ao Estado Islâmico. A França, por exemplo, construiu em Ndjamena, capital do País, sua base militar de combate ao terrorismo que, em fevereiro, recebeu de Déby um reforço de 1.200 soldados chadianos que se juntaram aos mais de 5 mil franceses.
Emmanuel Macron, o presidente francês lamentou a morte do ditador chamando-o de "grande amigo".