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Biden faz elogios a Brasil e Argentina

Ricardo Leopoldo
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Em seu discurso final na Cúpula do Clima nesta sexta (23), o presidente americano, Joe Biden, classificou como "notícias encorajadoras" os anúncios feitos por Jair Bolsonaro (sem partido) durante o encontro virtual, no dia anterior, quinta (22).  O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou ainda que foram registrados importantes progressos em termos internacionais para combater mudanças climáticas. "Metade da economia mundial está comprometida para conter a alta da temperatura global acima de 1,5 grau centígrado (ante o registrado na revolução industrial)", comentou Biden.

O presidente americano destacou que ficou muito satisfeito com as participações de líderes mundiais na conferência e apontou que "ouvimos notícias encorajadoras da Argentina e do Brasil", sem dar mais detalhes.

Na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso moderado no evento e ressaltou que seu governo quer cooperar com os trabalhos mundiais para a preservação do meio ambiente - e destacou que a comunidade mundial deve ajudar o País com recursos para colaborar no desenvolvimento sustentável da Amazônia, como "a justa remuneração pelos serviços ambientais prestados pelos bioma brasileiros ao planeta."

Falando antes de Bolsonaro, o presidente argentino Alberto Fernández deu a entender que o país portenho quer ocupar o vácuo deixado pelo Brasil, nos últimos dois anos, na construção de medidas ecológicas e liderar o assunto na América Latina. 

"IMPERATIVO MORAL"

Joe Biden destacou que é "um imperativo moral" os líderes globais atuarem juntos para combater o aquecimento global. "Agradeço aos participantes da Cúpula por atacar esta crise antes que seja tarde demais."

John Kerry, enviado especial do presidente Biden para questões climáticas, apontou que cientistas destacam que a humanidade tem apenas dez anos para reverter mudanças climáticas drásticas no planeta. "Apenas com redução de emissão de carbono nesta década poderemos atingir a neutralidade de C02 em 2050", afirmou.

EMPENHO

Biden citou metas específicas firmadas por Japão, Canadá e União Europeia, que se uniram aos EUA com novos objetivos de redução na próxima década. 

Pouco antes, Biden já tinha feito um discurso de conclusão da Cúpula no qual disse ter visto "grande progresso" nos debates sobre mudanças climáticas e celebrou o discurso do líder russo --e seu antagonista político--, Vladimir Putin, que quer atingir a neutralidade em carbono em seu país até 2050.

Como anfitrião do encontro virtual que reuniu 40 líderes mundiais, Biden tenta estimular os demais países a apresentarem metas mais ambiciosas sobre a redução das emissões de gases do efeito-estufa para frear o aquecimento global em 1,5 °C, mas enfrenta obstáculos, uma vez que grandes economias, como China e Índia, não quiseram se comprometer com números mais contundentes para a próxima década.

 

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