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Grupo protesta contra mortes no Rio

Estadão Conteúdo
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Rio de Janeiro - Mesmo com protesto que reuniu duas dezenas de pessoas, um dia depois da operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, a favela do Jacarezinho não registrou tiroteios, e nenhum conflito nesta sexta-feira. Viaturas da Polícia Militar fazem patrulhamento nas ruas de acesso à comunidade da zona norte, sem incidentes.

O número de mortos na operação policial na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, subiu para 28, de acordo com o governo do Rio de Janeiro.

Segundo o estado, 26 dos 27 civis mortos tinham registro na ficha criminal. De acordo com o governo, as novas três vítimas morreram no hospital. Um dia após a operação policial mais letal do Rio de Janeiro, ainda havia corpos que não haviam sido levados ao IML (Instituto Médico Legal) para serem periciados. Famílias aguardavam para identificá-los em frente à unidade.

IDENTIFICAÇÃO

Segundo a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a direção do instituto informou que 19 mortos haviam chegado até a manhã. O grupo divulgou uma lista com 16 nomes, com idades de 18 a 43 anos.

O único corpo que havia sido periciado era o do policial André Frias, 48, que foi atingido na cabeça e chegou a ser socorrido no hospital, mas não resistiu. "Ontem saímos daqui às 20h e o IML funciona até as 19h, e era o único corpo", disse a advogada Patrícia Felix Padula.

FACHIN

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, uma investigação sobre operação policial contra traficantes de drogas na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, que deixou 25 pessoas mortas, incluindo um policial. Fachin viu indícios de "execução arbitrária" no episódio. O plenário do STF determinou no ano passado a suspensão das operações policiais em comunidades do Rio durante a pandemia, referendando liminar proferida por Fachin.

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