Pela primeira vez, o aluno é responsável não apenas por sua aprendizagem, mas também por sua própria avaliação, já que passou a fazer as provas dentro de casa. E esta novidade também significou um desafio aos professores, já que não dá para desconsiderar o fato de que os estudantes irão consultar todos os materiais disponíveis para obter a melhor nota.
"Ele vai consultar a Internet, o material que tem em mãos e usar a calculadora. Então, logo de cara, tivemos que mudar a forma de elaborar as provas", comenta Arthur Issa Mangili, professor de física no ensino médio e no cursinho do Anglo.
Em uma prova presencial, por exemplo, ele poderia utilizar uma questão da Fuvest do ano passado. Agora, passou a elaborar provas inteiras com questões inéditas. "Quem está em casa encontra as questões da Fuvest na Internet em 30 segundos. Então, precisa ter questão nova. E, com a possibilidade de uso da calculadora, também comecei a colocar números quebrados".