Ser

A arte de 'negociar' com os filhos

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

Criar um filho é um grande desafio. Não existe uma receita de bolo: os pais vão tentando, sempre torcendo para acertar. Há aqueles mais liberais, outros mais controladores. É preciso ter em mente que você está criando um futuro adulto, portanto, a criança deve ser treinada - sem exageros, claro - para o que a espera. Na hora de decidir sobre assuntos relacionados à vida de seu filho, é bom levar em consideração a opinião dele.

"Mostrar ao filho que ele também pode ter opiniões e ser ouvido é uma forma de estimular a capacidade intelectual e de argumentação, aprender sobre limites e consequências das escolhas. A partir de conversas e negociações claras, é possível ensinar crianças e adolescentes a agir com iniciativa, serenidade e criatividade frente aos problemas, além de encarar dificuldades e frustrações", afirma Andrea Ramal, educadora e consultora em Educação.

Breno Paquelet, especialista em negociação pela Escola de Negócios de Harvard, orienta que os pais negociem temas referentes ao cotidiano dos filhos. O momento de arrumar a cama, por exemplo, pode ser escolhido por eles. "A criança vê que está tendo uma opção, apesar de ser algo obrigatório para ela. Negociar este tipo de compromisso faz com que os filhos sintam que, em algum ponto, são eles que tomam a decisão. Além disso, é mais fácil a criança cumprir (o compromisso) com a sugestão que ela mesma deu, do que com a imposta pelos pais", diz.

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