Personagem conhecido na cidade, o polivalente Oriovaldo Justino, conhecido pelo apelido de "Sete Ofícios", morreu nesta quinta-feira (13) e foi sepultado ontem, em Bauru, aos 84 anos. Segundo a família, o músico e "faz-tudo" autodidata foi vítima de uma embolia pulmonar. Debilitado devido a diabetes, o bauruense caiu da cama na terça-feira (11) e sofreu uma fratura de fêmur. Oriovaldo foi internado em um hospital particular, onde teve complicações e não resistiu, afirmou a filha Jussara de Paula Justino.
"Ele era muito conhecido pelos seus dotes de serviço musical. Aposentou como servidor municipal, dedicando-se na função de mecânico soldador. Aprendeu a tocar violino sozinho e tinha um ouvido ímpar para a música. Sempre percorria a cidade com o violino debaixo de um braço e sua maleta de ferramentas sob o outro. Rodava a cidade em uma lambreta cheia de acessórios. Vai fazer muita falta", recorda a filha Jussara, que, por influência do pai, seguiu carreira musical e se tornou musicista e pianista.
Ela acrescenta que Oriovaldo sempre foi o que hoje em dia chama-se de "marido de aluguel", porém, com uma trilha sonora feita por ele depois de cada serviço. O "Sete Ofícios" era devido ao talento de ser mecânico, encanador, soldador, pintor e diversas outras especialidades. Na música, tocou de forma voluntária em visitas a hospitais, igrejas, eventos e até em circo. E só depois de idoso, segundo a família, teve a oportunidade de estudar música, apesar de ter aprendido a dominar sozinho o som do violino.
Oriovaldo Justino foi sepultado no Cemitério Cristo Rei e deixa quatro filhos - Jussara, José Luiz, Ivaldo e Ilza Justino -, além de 10 netos e demais familiares.