A chegada da segunda onda da pandemia do novo coronavírus e as restrições impostas pelo fenômeno explicitaram ainda mais a miséria em todo o País. Em Bauru, não foi diferente e, sensibilizadas com este impacto negativo, empresas, pessoas físicas e organizações não governamentais, por exemplo, decidiram atuar em favor dos que precisam de ajuda.
É o que revela a gerente de Marketing da Unimed Bauru, Márcia Vieira Palhacci. De acordo com ela, no ano passado, a cooperativa deu início à campanha "Doar e Ajudar", desenvolvida junto aos médicos e funcionários do local.
Na ocasião, o público interno da Unimed juntou dinheiro suficiente para adquirir e encaminhar cestas básicas a sete entidades assistenciais do município. Em 2021, a iniciativa teve continuidade, mas precisou ser ampliada para alcançar a meta (leia abaixo).
Diante disso, a Unimed organizou uma ação aberta ao público em geral: a Parada Solidária. O evento ocorreu na avenida Getúlio Vargas, no início deste mês. "Nós, enquanto empresa, não poderíamos ficar parados diante de um cenário que se tornou ainda mais evidente nesta segunda onda da pandemia da Covid-19", complementa.
Nesta iniciativa, a cooperativa arrecadou 700 itens de limpeza e higiene pessoal, bem como 132 cestas básicas. "Nós percebemos que muitos moradores de condomínios se juntaram para levar uma quantidade maior de donativos e, assim, ajudar mais gente", acrescenta.
Já de acordo com a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Lúcia Rosim, no ano passado, ninguém imaginava que as restrições impostas pela pandemia da Covid-19 causariam um impacto tão grande na economia. "Muita gente pensava que o fenômeno passaria rápido", argumenta. Ainda segundo Rosim, a miséria se tornou ainda mais evidente desde o início de 2021. "A necessidade das pessoas, principalmente, em relação aos alimentos, está muito visível", observa.
Atualmente, o Fundo Social entrega uma média de 5 mil cestas básicas por mês, mas o ideal seria que este número subisse para 10 mil. "Nós recebemos doações de diversos perfis, desde aquele servidor público que chega com uma única cesta até empresas que repassam centenas delas", pontua.
DEMANDA MAIOR
Responsável pelo Mesa Brasil, em Bauru, Aline Martins reforça que a demanda está cada vez maior desde o início da pandemia da Covid-19. "Muitos chefes de família perderam o emprego e não conseguem sequer comprar o básico", ressalta.
Inclusive, o programa, criado pelo Sesc São Paulo há 26 anos, passou a atender 120 entidades assistenciais de Bauru e outras dez cidades da região. Há dois anos, o número era de 100 instituições.
Antes, o Sesc dependia exclusivamente das doações das empresas para manter o projeto. Porém, como muitas delas também passam por dificuldades, a instituição conta com o apoio da sociedade em geral (veja como ajudar o Sesc e outros grupos na ilustração).
O Mesa Brasil, segundo Martins, fornecia alimentos para que as entidades servissem refeições ao seu público-alvo. Com a pandemia, as instituições passaram a montar cestas e distribuir aos assistidos.