Rio de Janeiro - A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) colocou em sigilo por 5 anos o nome de todos os policiais envolvidos na operação Exceptis, realizada na favela do Jacarezinho no último dia 6. O Termo de Classificação de Informação diz que os dados estão em sigilo "em face da segurança e da integridade física dos policiais civis". Embora não seja incomum, especialistas dizem que a decisão prejudica a transparência e pode afrontar previsões da Lei de Acesso à Informação.
A informação foi classificada com o grau "reservado" quatro dias depois que o jornal Estadão registrou um pedido para acessá-la por meio do Sistema de Informação ao Cidadão do Rio. No documento, o Estado alega que os dados são "considerados imprescindíveis à segurança da sociedade, da instituição policial e seus agentes" e que sua divulgação "pode vir a prejudicar ou causar risco a planos ou operações". Vinte e oito pessoas morreram durante a operação.
O advogado Bruno Morassutti, co-fundador da agência especializada na lei de acesso à informação 'Fiquem Sabendo' , diz que não consegue identificar risco à sociedade. "A operação já foi realizada. Não existe mais risco de prejuízo", fala. Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio informou que "falar em violação aos Direitos Humanos antes da conclusão das investigações é precipitado".