Nacional

'Covid terá vacinação todo ano'

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Em depoimento à CPI da Covid, o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira que enxerga a necessidade de uma dose de reforço para todas as vacinas contra a Covid-19, principalmente em razão das variantes da doença que circulam atualmente. "Sobre terceira dose: tenho chamado de dose de reforço. Isso será necessário para todas as vacinas, não só em relação a duração da imunidade, mas também em relação as variantes, que colocam dificuldade maior para as vacinas", disse em resposta a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que o questionou sobre os números de eficiência das duas doses de CoronaVac.

"Uma dose adicional já com as variantes já está sendo pesquisada inclusive pelo Butantan, que já incorpora variante P1 nos estudos, inclusive com a Butanvac", relatou o diretor do instituto.

Covas ainda explicou que o prazo de 28 dias para que o cidadão receba a segunda dose da CoronaVac é o "ideal" para completar o esquema vacinal. Ele explicou, no entanto, que se a segunda dose for tomada posteriormente, não há prejuízo, só uma demora a mais para a pessoa ser completamente protegida.

BATE-BOCA

Durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito, o senador Marco Rogério (DEM-RO) iniciou um bate-boca com o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM). A discussão começou após Rogério questionar Dimas Covas se "grosserias" e a "agressividade" do governador João Doria (PSDB) não poderiam ter atrapalhado as tratativas com a China para aquisição de vacinas.

FOCO POLÍTICO

A guerra política que envolveu as negociações do imunizante foi o foco do interrogatório de Dimas Covas. Aos senadores, o diretor do Butantan afirmou que se o governo tivesse aceitado uma oferta apresentada ao Ministério da Saúde em julho do ano passado, 60 milhões de doses da vacina poderiam ter sido entregues ao Programa Nacional de Imunização (PNI) até dezembro de 2020. A proposta, no entanto, não teria tido retorno do governo.

Dimas Covas ainda contrariou a versão do ex-ministro Eduardo Pazuello, de que as declarações do presidente Jair Bolsonaro contra a CoronaVac não teriam influenciado as negociações. Segundo o diretor do Butantan, as conversações com o Ministério da Saúde sobre a compra do imunizante "não prosseguiram" em razão da manifestação do presidente, que desautorizou Pazuello publicamente sobre a aquisição da vacina.

Comentários

Comentários