Moscou - Pressionado pelo avanço do desmatamento na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, durante participação no Fórum Econômico Internacional de São Petesburgo, evento sediado pelo governo da Rússia para debater as parcerias e desafios das nações da região, nesta sexta (4), que o Brasil "tem orgulho" de preservar a Amazônia. O mandatário citou dados de preservação, um dos principais flancos de desgaste de seu governo na arena internacional.
"A agricultura brasileira atende aos mais altos requisitos sanitários e de sustentabilidade. Apenas 27% de nosso território é utilizado pelo agronegócio. Temos orgulho de conservar 84% de nosso bioma amazônico e 66% de nossa vegetação nativa", disse Bolsonaro, em pronunciamento gravado e retransmitido no fórum.
O evento foi liderado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. Participaram por videconferência o emir do Qatar, xeque Tamim bin Hamad al-Thani, e o governante da Áustria, Sebastian Kurz. Assim como Bolsonaro, o líder argentino, Alberto Fernández, fez um pronunciamento em vídeo gravado.
Bolsonaro centrou seu discurso nas relações do Brasil com a Rússia e com a Eurásia e disse que o País quer aprofundar relações comerciais com os países da região. O presidente brasileiro também tratou brevemente da pauta comercial com a Rússia, ao citar que ambas economias estão "inseridas de forma positiva na cadeia de valor do agronegócio". Ele defendeu, no entanto, que essa pauta comercial incorpore também um grau maior de desenvolvimento, abrangendo produtos de maior valor agregado. A pressão internacional sobre o Brasil no meio ambiente ocorre pelo avanço do desmatamento.
Em abril, pelo segundo mês seguido a Amazônia bateu o recorde recente de desmatamento, segundo dados do Deter, sistema do Inpe.