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Senado aprova MP e viabiliza a privatização da Eletrobras

Estadão Conteúdo
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Brasília - Em uma vitória para o presidente da República, Jair Bolsonaro, o plenário do Senado aprovou a Medida Provisória que abre o caminho para a privatização da Eletrobras. A matéria foi aprovada por 42 votos favoráveis a 37, na tarde desta quinta-feira (17). Por conta das alterações previstas no parecer do senador Marcos Rogério (DEM-RO), o texto voltará para uma segunda análise na Câmara dos Deputados. A MP precisa ser aprovada até a próxima terça-feira, 22, ou perderá a validade.

Os senadores vão apreciar agora os destaques, que podem modificar o teor final da proposta.

O principal é o apresentado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que retira a maioria dos jabutis - emendas estranhas ao texto original. Mais cedo, havia uma articulação entre os senadores para votar a favor desse texto, mas o governo passou as últimas horas em articulações com os senadores para buscar apoio ao texto do relator que não apenas mantém as emendas da Câmara como inclui outras do Senado.

Apesar do discurso de buscar um texto de "convergência", Marcos Rogério não conseguiu construir um texto de consenso e o governo precisou conceder benefícios para diversas bancadas para garantir apoio à proposta, que pode ser a primeira privatização aprovada pelo Congresso durante a gestão atual. 

A proposta autoriza o governo a diluir sua participação na estatal, hoje em torno de 60% para 45%, por meio da oferta de novas ações no mercado. Enviado pelo governo em 23 de fevereiro, a proposta é uma das prioridades do Executivo e aposta na área econômica para ampliar investimentos da empresa, que atua no setor de geração e transmissão de energia elétrica.

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