Saúde

Como o refrigerante afeta o corpo


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Ao afastar duas garrafas de Coca-Cola de perto durante uma coletiva de imprensa na Eurocopa, o astro do futebol Cristiano Ronaldo causou um rebuliço entre aqueles que bebem e os que não apreciam refrigerantes. Nas redes, memes e manifestações contra e a favor da bebida seguem viralizando. Mas, afinal, como o refrigerante pode afetar o nosso corpo?

Um estudo publicado no ano passado no jornal Diabetes Care aponta que a troca de apenas um copo de refrigerante por água pode reduzir as chances de desenvolver diabetes em 10%. Isso vale para quem tem o hábito de consumir muito este tipo de líquido e busca reduzir a ingestão.

Já uma pesquisa francesa, esta publicada na revista médica BMJ no fim de 2019, mostra que consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos de frutas adoçados artificialmente, está vinculado a um risco maior de desenvolvimento de certos tipos de câncer.

 Com a ingestão diária de apenas 100ml de bebidas açucaradas, o risco da doença cresce 18%. Já quando a enfermidade toma conta das mamas, esse número salta para 22%. Vale lembrar que essa quantidade é 3,5 vezes menor do que uma lata de refrigerante.

Além disso, uma lata de 350ml do refrigerante do tipo cola, por exemplo, contém 37 gramas de açúcar, ou seja, sete colheres e meia do ingrediente. Esse valor já ultrapassa o recomendado diário da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 25 gramas.

O neurocientista, neuropsicólogo e biólogo Fabiano de Abreu explica que a cola, por exemplo, possui cafeína em sua composição. "O excesso deste composto potencializa a ansiedade." Abreu diz ainda que a bebida também pode resultar em sintomas como alteração de humor, irritabilidade, confusão mental e cansaço.

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