A prefeita de Bauru Suéllen Rosim (Patriota) anunciou nesta quarta-feira (30) que o município vai continuar custeando, por mais três meses, a manutenção dos 10 leitos de UTI criados no hospital de campanha do Hospital das Clínicas (HC). "Teremos que renovar, são leitos importantes", afirmou, durante entrevista ao programa Cidade 360º, do JC e 96 FM.
Os leitos foram abertos em abril deste ano e são custeados pela prefeitura, após acordo com o Governo do Estado e Ministério Público, onde se comprometeu a custear os leitos até o fim da pandemia. Por meio de um convênio com a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), a gestão municipal cobre os custos das UTI, que por leito, diariamente, custam R$ 2.473,18, totalizando R$ 2.225.862,00 de recursos municipais. O convênio termina em 15 de julho, mas deve ser oficialmente renovado, já no começo do mês, até outubro, nos mesmos valores. A prefeitura vem tentando o credenciamento dos leitos junto ao Ministério da Saúde, para que a União repasse o valor necessário ao custeio.
No anúncio da prorrogação, Suéllen defendeu a abertura completa Hospital das Clínicas, como opção à instalação de um hospital de campanha do Exército para o aumento na oferta de leitos no tratamento da Covid-19 e outras doenças. "O hospital do Exército vai ser paliativo, mas não vai resolver tudo o que precisamos, por isso o HC continua sendo mais importante", resumiu. Como necessidades, apontou que o HC oferece a retaguarda do atendimento e estrutura hospitalar adequados. "Hoje, não quero hospital paliativo, apenas para a pandemia, mas um permanente", afirmou.
Como prestação de contas, enquanto nem um dos dois hospitais é instalado em Bauru, citou ações contra a pandemia, como abertura de leitos no Pronto Atendimento Covid (PAC) e a reserva da UPA do Geisel apenas para atendimento de pacientes com suspeita da doença.
Além de tratar sobre a situação da saúde no município, outros assuntos foram debatidos durante o balanço de seis meses de governo.
Aulas presenciais: Assunto que foi debatido em audiência pública na Câmara de Vereadores, nesta quarta-feira (30), para a prefeita é tema prioritário. "Não acredito, neste momento da pandemia, que a Saúde não seja essencial, mas a gente discutir não voltar as aulas ou encerrar as aulas com o público que já está vacinado é deixar de lado a essencialidade da Educação. Não tem como, enquanto gestora, não enxergar a Educação como prioridade".
Moradia popular - A prefeita defendeu que a demanda por moradias é antiga e admitiu que o setor da prefeitura que trata da questão tem orçamento baixo para este ano e vem sendo reestruturado. Salientou a regularização fundiária como principal objetivo quando se trata de habitação.
Asfalto e buracos - Sobre a pavimentação de bairros da cidade, adiantou que muito pouco poderá ser feito neste ano, por conta das limitações orçamentárias, e que a prefeitura municipal deve focar em operações tapa-buracos e de recape apenas.
Transporte coletivo - A prefeita afirmou que aumentou a frota em mais de 20 ônibus para atender a demanda, mas reconhece que é preciso mais. Relatou que ampliou o convênio com a Polícia Militar para atuação da Atividade Delegada, como medida para a garantir a segurança dos motoristas, disse que vem dialogando com a categoria para ajuste de salários, mas que isso impacta na cobrança de tarifas, algo que não quer que ocorra neste momento.
Outras doenças /Falta de leitos em UTI - Confirmou que há represamento de cirurgias, mas que a alta complexidade é responsabilidade do Estado e União, e voltou a defender a abertura do HC como imprescindível para redução da fila de espera por cirurgias.
Fiscalização - Suéllen reconhece que "falta braço" para a fiscalização do município evitar aglomerações, como nas festas clandestinas, mas defende o trabalho feito pelas equipes. A prefeita adiantou que seguiria o Plano São Paulo no decreto publicado nesta quarta (30), sem maiores restrições (leia na pág. 5).