São Paulo - Entidades estudantis, movimentos sociais e centrais sindicais realizaram neste sábado (3), em dezenas de cidades do País, manifestações contra a corrupção e em defesa de uma educação de qualidade e contra os cortes no orçamento federal para o setor em 2021. Os manifestantes também reivindicam auxílio emergencial de R$ 600, mais vacinas e criticam a atuação do governo federal na pandemia de Covid-19. Além disso, os atos tiveram motivação política, pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro.
É a primeira mobilização desde que um megapedido de impeachment foi protocolado na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (30), e após novas denúncias de corrupção na compra de vacinas contra a Covid-19 pressionarem o governo Bolsonaro.
Os atos públicos foram realizados nas capitais de 17 Estados, além do Distrito Federal e nas principais cidades desses Estados.
ÀS PRESSAS
Os atos foram preparados às pressas, depois que as organizações que puxam a iniciativa decidiram antecipar a mobilização. Até então, o ato seguinte seria em 24 de julho, mais de um mês depois do protesto de 19 de junho. A manifestação do dia 24 também está mantida.
No Rio, manifestantes se concentraram no centro a partir do final da manhã e ocuparam três das quatro faixas da avenida Presidente Vargas. No Recife, palco de forte repressão policial no protesto de 29 de maio, o ato transcorreu sem incidentes até o início da tarde.
BRASÍLIA E SÃO PAULO
Na capital federal o ato foi no final da tarde em frente ao Museu Nacional. Também na capital paulista, a concentração começou, às 15h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista e se estenderia até a noite. Tanto em São Paulo, quanto no Rio de Janeiro, o verde e o amarelo também tomaram conta das ruas. "As cores nacionais são nossas", disse o deputado Marcelo Freixo, do PSB, do Rio em contraposição às cores usadas pelas campanhas de Jair Bolsonaro. "O verde e amarelo não podem ser sequestrados", justificou Freixo.