Uma coisa é ter sonhos ruins estranhos e benéficos e outra totalmente diferente é ter pesadelos crônicos. Nesses casos, é preciso procurar a ajuda de um especialista. "Seu cérebro pode ter a intenção de processar esse evento emocional, mas ele fica preso porque você acorda no meio dele e não vai até o fim. Uma vez que você tem pesadelos por um longo período de tempo, eles se tornam uma espécie de hábito", explica a psicóloga Joanne Davis, observando que alguns dos pacientes que ela atende viveram com pesadelos crônicos por décadas antes de procurarem ajuda: "Você se preocupa em ter um pesadelo, talvez evite dormir ou tente dormir o mais rápido possível - então se automedica para passar a noite", comenta.
Davis entende a importância de tratar os pesadelos não apenas como um sintoma de um problema mais amplo. "Algumas décadas atrás, nosso campo considerava os pesadelos um sintoma de transtorno do estresse pós-traumático (TEPT). Mas, se não for muito exagerado dizer, houve uma mudança de paradigma para pensar nos pesadelos como a marca registrada de muitos dos problemas. Se você resolver os pesadelos primeiro, poderá resolver as outras coisas que estão acontecendo (como depressão e dependência química)", conclui.