Regional

Jaú usará plasma convalescente para tratar pacientes com Covid

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) anunciou, nesta sexta-feira (16), que a cidade será a terceira do Estado a utilizar o plasma sanguíneo de pacientes recuperados da Covid-19 no tratamento de contaminados em estágio inicial da doença. A iniciativa envolverá, além da Secretaria Municipal de Saúde, o Instituto Butantan e o Hospital Amaral Carvalho (HAC), e o convênio será assinado nos próximos dias.

Os detalhes do tratamento foram discutidos em reunião com a presença de Antonio Luis Cesarino de Moraes Navarro, diretor-superintendente do HAC; João Guilherme de Almeida Prado Franceschi, médico patologista clínico do HAC; Marcos Augusto Mauad, médico hematologista responsável pelo Hemonúcleo Regional de Jaú; prefeito Ivan Cassaro e secretária de Saúde Ana Paula Rodrigues.

Segundo a prefeitura, pacientes com Covid que forem atendidos no Hospital São Judas e se enquadrarem nos requisitos poderão dar início ao tratamento com plasma convalescente (veja quadro) em até 72 horas após início dos sintomas. "O procedimento será voltado a pacientes idosos e/ou com comorbidades, como diabetes e obesidade. Protocolo de avaliação será montado para identificação dos pacientes aptos ao tratamento", declara. De acordo com o Executivo, a Secretaria de Saúde fará triagem inicial e coleta de sangue dos positivados para detecção da tipagem sanguínea. "Posteriormente, Hospital Amaral Carvalho irá destinar o plasma compatível para que seja iniciado o tratamento. A aplicação do plasma nos pacientes será feita por equipes da Secretaria de Saúde, que passarão por treinamento com essa finalidade", diz.

A prefeitura conta que o plasma será enviado pelo Butantan e ficará armazenado no HAC. Por enquanto, Jaú não contará com banco de coleta de plasma convalescente. O médico Marcos Mauad, hematologista responsável pelo Hemonúcleo Regional de Jaú, explica que a utilização do plasma convalescente visa estimular a criação de anticorpos pelo organismo do paciente contaminado. A mesma técnica já é utilizada nas cidades de Araraquara e Santos, além de países como a Argentina.

"O plasma de convalescente é o plasma de uma pessoa que já foi infectada ou já tomou vacina e, por isso, esse indivíduo deve ter altas concentrações de anticorpos contra a Covid. Então, nós coletamos esse plasma, rico em anticorpos contra a Covid, e utilizamos em quem está doente para diminuir a carga viral. Isso faz com que a doença tenha um curso mais leve", detalha.

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