Internacional

EUA impõem novas sanções a Cuba


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Washington - Na primeira ação concreta do presidente Joe Biden para colocar pressão sobre Cuba desde o início da nova onda de protestos na ilha, o governo americano anunciou nesta quinta-feira (22) uma nova rodada de sanções contra o regime comunista. "Este é apenas o começo; os EUA continuarão a punir os responsáveis pela opressão do povo cubano", disse o democrata.

De acordo com o site do Departamento do Tesouro, as sanções foram impostas contra o general Alvaro Lopez Miera, ministro das Forças Armadas Revolucionárias, e uma unidade de segurança do Ministério do Interior por violações de direitos humanos durante a repressão às manifestações, as maiores registradas em Cuba em décadas.

Os efeitos imediatos da medida não estão claros, mas a expectativa é de consistam em congelamento de bens em território americano, bem como a proibição de viagens aos EUA. Esse tipo de ação tem efeito mais simbólico que prático, com o intuito de denunciar e expor alvos da política externa de Washington.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou as novas sanções em uma rede social. "[O governo dos EUA] deveria aplicar a si mesmo a Lei Magnitsky pelos atos de repressão cotidiana e brutalidade policial", disse o chanceler. Rodríguez alegou também que o Departamento de Estado americano está pressionando países europeus e latino-americanos a condenarem o regime cubano.

Joe Biden havia prometido, na campanha presidencial, reverter algumas das políticas anti-Cuba, mas o anúncio desta quinta-feira sugere pouco apetite para retomar a aproximação.

Por outro lado, políticos americanos disseram que o governo também busca maneiras de aliviar o sufoco cubano e ao mesmo tempo manter o regime comunista sob pressão. Cuba está sob embargo comercial e econômico dos EUA há seis décadas, medida hoje sustentada pelo lobby doméstico de cubanos exilados nos EUA, mas que não tem grande apoio da comunidade internacional.

O regime cubano acusa os manifestantes de serem financiados pelos americanos e convocou, no último sábado (17), uma multidão de apoiadores às ruas de Havana para reafirmar os ideais da Revolução Cubana e reiterar as críticas a Washington.

Enquanto isso, grupos residentes nos EUA e contrários ao embargo americano organizaram uma campanha de financiamento e anunciaram nesta quarta (21) a doação de 6 milhões de seringas para ajudar na campanha de vacinação contra a Covid em Cuba.

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