Política

DAE faz acordo de parcelamento e afasta risco de corte no Monte Verde

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 3 min

O risco dos cerca de 800 moradores dos 288 apartamentos do Condomínio Monte Verde I ficarem sem o abastecimento de água foi afastado nesta quarta-feira (28), após a reunião entre o presidente do DAE, Marcos Saraiva, a síndica do condomínio, Juliana Cristina Fernandes Melgar, 38 anos, intermediada pelo vereador Júnior Lokadora (PP). Porém, segundo o DAE, outros empreendimentos populares passam por situações semelhantes de inadimplência, o que coloca em risco permanente o fornecimento de água destas famílias.

No caso do Monte Verde I, o valor da dívida com o DAE é de R$ 1,07 milhão, valor que vem aumentando devido a ausência de pagamento, desde que o empreendimento de interesse social foi lançado, há cerca de 9 anos.

No último final de semana, uma notificação de corte levou a síndica, que assumiu o cargo há menos de dois meses, a identificar o montante devido. Sem saber o que fazer, Juliana procurou ajuda do vereador Júnior Lokadora (PP).

Na reunião desta quarta, foi acertado que o valor da dívida será parcelado em valores que caibam no bolso dos condôminos, que mensalmente pagam a taxa fixa de R$ 155 pelo condomínio, com o valor do consumo de água já incluso. Juntos, dois empreendimentos, Monte Verde I e II, possuem 9 processos de cobrança e renegociação com o DAE, ajuizados e não ajuizados. O Monte Verde III não é inadimplente.

A solução encontrada durante a reunião deixou a síndica mais tranquila, uma vez que não haverá o corte de fornecimento de água. "Hoje tivemos a reunião e vou levar a documentação necessária para o acordo. Graças a Deus tudo deu certo", comemorou Juliana.

INDIVIDUALIZADO

O presidente do DAE, Marcos Saraiva, disse que no caso dos condomínios II e III, as instalações para cobrança individual estão prontas, faltando a entrega de documentos para concluir a parte burocrática dos registros.

Porém, no caso do Monte Verde I, a individualização da cobrança, que foi acertada durante a reunião, será um pouco mais demorada, uma vez que a estrutura mais antiga do prédio dificulta a leitura, mesmo os apartamentos possuindo hidrômetros. "Por ser um prédio mais antigo, vamos fazer uma medição diferencia, mas de forma individual. As pessoas querem resolver o problema, então vamos fazer este acordo de parcelamento dentro das condições que eles têm de pagar", disse.

Existem algumas opções para individualizar a leitura, segundo o DAE, de acordo com a condições estruturais do condomínio Monte Verde I. Uma delas, seria a readequação hidráulica nos prédios para que a leitura dos hidrômetros fosse feita em uma única área, na parte externa dos prédios. Esta opção exigiria obras amplas e custosas para os moradores.

Também existe a possibilidade de instalação de leitores com tecnologia wi-fi, ainda mais cara e inacessível. O que leva a terceira opção, que é a leitura presencial em cada um dos apartamentos, que é a opção escolhida.

LEVANTAMENTO

A pedido da reportagem do JC, o DAE iniciou, durante a tarde desta quarta-feira (28), o levantamento de quantos condomínios de interesse social estariam em situação de inadimplência com o departamento. O presidente Marcos Saraiva afirmou que além do Monte Verde I e II, existem outros em situação semelhante e que embora o corte do fornecimento de água seja uma medida prevista em lei, o DAE busca formas de negociar as dívidas, sem abrir mão da receita que elas representam, o que também é obrigação legal do gestor público.

Até o fechamento desta edição, o DAE não havia concluído quais condomínios estavam inadimplentes e o valor total devido por eles, uma vez que as informações se encontravam em vários setores do departamento, segundo sua assessoria.

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