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Setor terciário puxa recuperação

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Matriz econômica de Bauru, o setor terciário, formado pelo comércio e prestação de serviços, foi um dos mais afetados pelos fechamentos na quarentena. Com a aproximação do fim do período mais crítico da pandemia, estes são os setores que também têm puxado a recuperação econômica, que já apresenta os primeiros sinais.

Os dados mais recentes do Caged mostram que a cidade registrou saldo positivo de 302 empregos no comércio, entre admissões (1.177) e demissões (875), realizadas em maio deste ano (mês da última pesquisa). Hoje, o município possui estoque de 28,4 mil vínculos celetistas ativos.

A Associação Comercial Industrial de Bauru (Acib) avalia o resultado como tendência. Isto porque a pandemia acelerou o processo de integração do varejo físico com o digital nas empresas e estreitou e flexibilizou a relação delas com clientes.

"Os negócios têm se mostrado versáteis e se adaptado à agilidade, construindo softwares de relacionamentos, se posicionando e apostando em diferenciais. Vejo empresas do comércio tradicional que passaram a abordar os clientes e fazerem venda direta, com a facilidade de entregar até na casa da pessoa e a pessoa poder provar", observa o presidente da Acib, Reinaldo Cafeo.

28 MIL EMPRESAS

De acordo com a Secretaria Municipal de Finanças, a cidade possuía, em junho de 2021, 28 mil empresas com cadastros ativos no comércio e outros 89 mil microempreendedores (MEI). A Acib, por sua vez, acredita que há um atraso nestes números provocado por falta de baixas por falência e estima um total de 7,6 mil empresas em atividade no comércio, além de 19 mil MEIs.

Hoje, o comércio de Bauru é impulsionado pelas áreas de alimentação, eletroeletrônicos, confecções e sapatos, semijoias, automóveis e autopeças.

"Empresas que também apostaram na equipe treinada e consistente, porque sabiam que abrir mão poderia trazer problemas, são exemplos de negócios conectados com a nova realidade e certamente terão vida longa. Empresários que tiraram dinheiro do bolso para sustentarem seus negócios, com certeza terão maior envergadura para enfrentar o final da pandemia e recuperarem o investimento", analisa Cafeo.

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