Faz tempo que li uma nota em jornal paulistano sobre um fato ocorrido em uma cidade nos Estados Unidos. O texto era sobre uma majoração assustadora em todos os produtos de uma mega indústria. O caso ganhou repercussão local, regional, nacional e pode servir de exemplo em termos de manifestações. Uma dona de casa daquela cidade, do porte de Bauru na época, tomou uma iniciativa. Liderou um movimento envolvendo centenas de pessoas contra os agressivos aumentos. Foram providenciados cartazes e faixas pedindo para que não fossem comprados produtos da dita cuja indústria. As pessoas desfilaram com as faixas e cartazes pela cidade. Deu resultado nos Estados Unidos inteiro.
A indústria recuou e, para não ficar mal, perder mercado com os consumidores, os preços voltaram aos que eram anteriormente. Em alguns casos, até menos. No Brasil ocorrem alterações de preços de 10% até 50% em tudo o que uma pessoa precisa consumir e isso pesa muito, como sempre, no bolso do trabalhador. É difícil saber como um casal com dois filhos sobrevive com salário mínimo e alguma coisa a mais. Salvo engano, até hoje não vi nem li nenhuma manifestação/explicação/informação de grandes empresas, indústrias, produtor rural e afins dando satisfações sobre as altas brutais nos produtos do dia a dia. O consumidor não merece atenção e consideração? Quem vai aos mercados e similares passa por teste para cardíacos com os sustos causados pelos preços. Vou conversar com familiares, parentes, amigos e amigos dos amigos para mudança de país em função do que lemos, vemos e ouvimos todos os dias. Quem for bauruense que me siga. PS- Enquanto isso, o Brasil é recordista em desemprego, corrupção, líder em pesquisas em aumento da fome, pobreza e tudo o mais que isso gera. As pesquisas mostram nossa involução.
Parabéns para os brasileiros medalhistas sem Tóquio e para mais de 220 milhões de brasileiros que também merecem medalhas por conseguirem sobreviver apesar de tudo e apesar de todos. Nesse caso, é preciso excluir bandidos, presidiários, quem está em agradável prisão domiciliar com ou sem tornozeleira, quem tem pendências com a Justiça e afins. Para compensar minhas frustrações e aborrecimentos com mais 1.600 fake news, vou afogá-las tomando uma tubaína 12 anos, sem açúcar...
O autor é colaborador de Opinião