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'Olimpo do futebol'


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No estádio do pentacampeonato mundial, o Brasil se sagrou bicampeão olímpico. A Seleção Brasileira derrotou a Espanha por 2 a 1, na manhã deste sábado (7), e conquistou a medalha de ouro dos Jogos de Tóquio. A partida foi disputada no Estádio Internacional de Yokohama, onde Ronaldo fez dois gols contra a Alemanha em 2002 para dar ao Brasil seu quinto título de Copa do Mundo. Os gols da final olímpica foram marcados por Matheus Cunha e Oyarzabal, no tempo normal, e de Malcom, na prorrogação, gol que garantiu a conquista brasileira.

A vitória representa a sétima medalha obtida pelo País no futebol masculino nas Olimpíadas - dois ouros (Rio-2016 e Tóquio-2020), três pratas (Los Angeles-1984, Seul-1988 e Londres-2012) e dois bronzes (Atlanta-1996 e Pequim-2008). O resultado ainda representa uma hegemonia no futebol masculino olímpico. Na Rio-2016, a equipe também havia sido ouro ao passar pela Alemanha na final. A Seleção saltou para o terceiro lugar no ranking de todos os tempos do futebol masculino nos Jogos Olímpicos, ultrapassando a Argentina (dois ouros e duas pratas), atrás apenas de Hungria e Grã-Bretanha (três ouros cada).

O título invicto marca uma campanha na qual o técnico André Jardine não pôde contar com todos os jogadores que gostaria sem a liberação de nomes como Neymar, Marquinhos, Weverton, Rodrygo, Vinicius Junior e Pedro. Apesar de tantas ausências, ele conseguiu montar um time forte.

A final deste sábado, no entanto, poderia ter sido menos complicada para o Brasil se Richarlison não tivesse desperdiçado, aos 37 minutos do primeiro tempo, um pênalti sofrido por Matheus Cunha. A volta do atacante Hertha Berlin, recuperado de uma contratura muscular, inclusive, melhorou muito o poder ofensivo do time.

Com Antony pela direita, Claudinho na esquerda e Matheus Cunha e Richarlison se movimentando próximo à área, o Brasil marcava sob pressão e criou boas chances de gol ao longo do primeiro tempo. O lance mais efetivo da Espanha foi aos 15 minutos, mas Diego Carlos salvou em cima da linha.

O belo gol marcado por Matheus Cunha já nos acréscimos fez justiça ao time que mais atacou na etapa inicial, apesar da tensão e do equilíbrio do jogo. Aos 46 minutos, após invertida de bola de Claudinho, Daniel Alves mandou para o meio da área, onde Matheus Cunha se livrou da marcação de três espanhóis com um único toque na bola e bateu de primeira com estilo.

Como precisava do gol, a Espanha se arriscou mais ao ataque no segundo tempo e passou a oferecer espaços para os contragolpes da Seleção. Em uma dessas escapadas, o Brasil esteve muito perto de ampliar aos oito minutos, quando Richarlison carimbou o travessão.

O problema é que a Seleção recuou demais a marcação e deixava a bola muito tempo com a Espanha. Após tanto rondar a área do Brasil, os espanhóis empataram aos 14 minutos em um belo gol de Oyarzabal após cruzamento da direita.

A partida, então, ficou perigosa para a Seleção. Os espanhóis acertaram duas bolas no travessão em sequência. Aos 39 minutos com Soler e aos 42 com Bryan Gil.

Na prorrogação, a entrada de Malcom no lugar de Matheus Cunha renovou o fôlego do ataque. Aos dois minutos do segundo tempo, Malcom recebeu lançamento de Antony, disparou em velocidade pela esquerda e tocou na saída do goleiro para garantir mais uma medalha de ouro para o Brasil.

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