Brasília - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, encerrou nesta terça (10), a reunião em que ouviu o tenente-coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida. Durante as mais de cinco horas, o militar negou proximidade com o governo e, beneficiado por um habeas corpus, Helcio escolheu ficar em silêncio pela maior parte da sessão.
Helcio Bruno, que é presidente da ONG Instituto Força Brasil, chegou à CPI após ser apontado como elo entre representantes da empresa Davati Medical Supply e o Ministério da Saúde nas negociações de compra de vacinas. De acordo com o vice-presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o militar foi convocado à CPI para explicar seu "eventual tráfico de influência" em negociação com suspeição de um pedido de propina.
O militar negou que tenha participado de alguma oferta ou pedido de vantagem indevida na negociação de vacinas com o Ministério da Saúde. Helcio também afirmou que aceitou compartilhar uma agenda marcada previamente no ministério com a Davati Medical Supply, no dia 12 de março, acreditando na "boa-fé" da empresa e com a intenção de acelerar a venda de vacinas para o mercado privado, possibilidade não prevista pela legislação na ocasião. Ele disse ter sido apresentado à empresa pelo reverendo Amilton Gomes de Paula, que prestou depoimento na semana passada.