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Aprovadas as coligações eleitorais

Estadão Conteúdo
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Brasília - O texto-base da proposta de emenda à constituição (PEC) da reforma eleitoral foi aprovado na Câmara por 339 votos a favor e 123 contra. Deputados votaram ontem à noite, destaques na nova reforma e houve um acordo para manter a aprovação do retorno das coligações partidárias, extintas em 2017, mas derrotar o "distritão", medida que previa a vitória do parlamentar com maior número de votos, independente do partido a que pertença.

A proposta aprovada permite a retomada das coligações para eleições proporcionais já a partir do ano que vem - vereadores, deputados estaduais e federais. Elas foram extintas em 2017, por meio de emenda à Constituição.

TOQUE DE CAIXA

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), interrompeu de forma abrupta a sessão que votava mudanças no texto da medida que trata de questões trabalhistas, para anunciar a retomada da votação da reforma eleitoral. Isso ocorreu por volta das 21h30 da noite de ontem.

Relatora da reforma política na Câmara, a deputada Renata Abreu (Podemos-SP) tentava construir, até esta quinta-feira (12) um acordo com a maioria dos partidos para garantir a aprovação no plenário da Casa. O relatório foi aprovado anteontem com 22 votos a favor e 11 contrários. Renata encaixou no texto tanto a adoção do 'distritão' quanto a volta das coligações.

As coligações permitem que determinado candidato seja apoiado por candidatos de outros partidos. No sistema político brasileiro, fazer alianças partidárias (as chamadas coligações) é um destaque importante para os partidos. Em um sistema fragmentado, com dezenas de partidos diferentes, apenas com acordos entre partidos é possível ganhar terreno na política. Isto já existe nas eleições, quando partidos criam alianças entre si para aumentar as chances de resultados positivos nas urnas.

O RESULTADO

Para que as mudanças fossem aprovadas, seriam necessários o mínimo de 308 votos dos deputados nos dois turnos. Obteve vitória por 339 votos a 123.

O tema ainda deveria passar por uma segunda votação e, uma vez aprovado, irá para o Senado e valerá já para 2022.

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