Esportes

Brasil persegue marcas em Tóquio

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

A maior delegação brasileira numa edição de Paraolimpíadas realizada no Exterior espera que o número grande de participantes se reflita nas conquistas de medalhas nos Jogos de Tóquio, com início na terça-feira (24).

O Brasil terá 259 atletas no total (incluindo pessoas sem deficiência que atuam como guias, calheiros, goleiros e timoneiro) em 20 das 22 modalidades, menos apenas do que na edição de 2016, no Rio de Janeiro - foram 286.

O principal objetivo do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) é se manter entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas pela quarta edição consecutiva - foi nono em Pequim-2008, sétimo em Londres-2012 e oitavo na Rio-2016. Em casa, o Brasil bateu seu recorde de medalhas, com 72 (14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes), mas o maior número de ouros (21) foi registrado na Inglaterra.

Agora, as expectativas mais otimistas acreditam ser possível superar tanto o total de medalhas de 2016 quanto o recorde de ouros de 2012. Mas a primeira meta traçada é chegar à centésima conquista dourada do esporte brasileiro na história dos Jogos Paraolímpicos. Faltam 13 para a marca de três dígitos.

Os feitos que puderem ser celebrados no dia 5 de setembro, data de encerramento de Tóquio-2020, também terão na conta a marca de uma suada preparação em meio aos percalços da pandemia de coronavírus.

As atividades no Centro de Treinamento Paraolímpico, em São Paulo, principal base do alto rendimento no País, foram paralisadas em 16 de março de 2020 e retomadas, com o estabelecimento de protocolos sanitários, em 7 de julho do ano passado.

Mas o acesso não foi total. Apenas medalhistas de Jogos Paraolímpicos ou Campeonatos Mundiais realizados em 2019, da natação, tênis de mesa e atletismo, receberam autorização para frequentar o local num primeiro momento. Outras modalidades individuais e as coletivas só puderam voltar em 2021.

Além das dificuldades nos treinamentos, os brasileiros praticamente não conseguiram viajar para competições no Exterior. Na natação e no atletismo, que distribuem o maior número de medalhas, ainda é possível ter mais referência de performance pelas tomadas de tempo e rankings internacionais. Mas nos esportes coletivos e de combate, por exemplo, fica uma incógnita.

Já no Japão, a pandemia voltou a se mostrar um obstáculo. Logo na chegada ao país-sede, no início de agosto, dois membros da delegação (não atletas) tiveram teste positivo para o coronavírus. Eles não sofreram complicações e já estão liberados. Segundo o CPB, 100% dos integrantes viajaram vacinados.

Comentários

Comentários