Internacional

EUA admitem possibilidade de haver mais ataques a Cabul


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Washington - A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta sexta-feira (27) que outro ataque terrorista é provável em Cabul, seguindo o atentado de ontem na região do aeroporto de Cabul. Em coletiva de imprensa, a representante indicou que a ameaça é contínua, e que as tropas seguem em risco no terreno. "É a parte mais perigosa da missão", disse Psaki sobre o final das evacuações no Afeganistão, marcado para a próxima terça-feira (31).

O atentado da quinta-feira matou 13 soldados americanos e ao menos 170 afegãos. Há um número ainda não oficialmente estimado de pessoas feridas.

Psaki afirmou que há conversas para um encontro no âmbito do G20 para tratar da questão afegã e que detalhes devem sair nos próximos dias. 

"Precisamos de coordenação com Taleban para seguir a evacuação, não confiamos no grupo, mas realidade é seu comando", afirmou a porta-voz sobre o governo que lembrou que "não é nossa escolha". Por sua vez, questionada sobre relações do Taleban com o Isis K, grupo local ligado ao Estado Islâmico que reivindicou o atentado, afirmou que os registros são de que os grupos são inimigos e que não há informações sobre alianças.

ISRAEL

A reunião de Biden com o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, foi tema de perguntas. Sobre discussões acerca das doses de reforço da vacina contra a Covid-19 serem adiantadas no país, algo que vem ocorrendo na campanha israelense, onde as injeções vem sendo aplicadas depois de cinco meses, Psaki afirmou que as aplicações nos EUA no momento seguem a recomendação dos oito meses das autoridades de saúde locais. Quanto às relações com Teerã, apontou que Washington conta com uma série de "opções", mas que a prioridade com o Irã é a diplomacia. Questionada sobre por quanto tempo o governo espera seguir com as negociações, afirmou que "não tem um cronograma".

SOZINHO

Apenas um homem-bomba cometeu o atentado desta quinta-feira (26) nos arredores do aeroporto de Cabul, informou o Pentágono nesta sexta-feira (27), corrigindo a declaração anterior sobre duas explosões separadas. "Não acreditamos que tenha havido uma segunda explosão no hotel Baron, ou perto dele. Foi apenas um homem-bomba", declarou o diretor adjunto do Estado-Maior Conjunto, general Hank Taylor. O general disse, ainda, que o ataque foi feito por um homem-bomba suicida nas proximidades do portão da Abadia, onde afegãos desesperados se aglomeravam. Após o ataque, tiros foram ouvidos.  

 

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