Internacional

Fernández não aceita pedidos de demissão

FolhaPress
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Buenos Aires - Um dia depois de receber pedidos de renúncia de cinco ministros, o presidente argentino, Alberto Fernández, tenta juntar as peças de seu governo em meio a uma crise doméstica que expôs não apenas a insatisfação popular, como também as fraturas internas da aliança de peronistas e kirchneristas que possibilitou sua eleição para a Casa Rosada.

Fernández não aceitou os pedidos de demissão e tenta apaziguar as relações com sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, que vem exigindo reformas ministeriais e pressionando pela substituição de figuras do alto escalão do governo, como o chefe da pasta de Economia, Martín Guzmán.

A reviravolta política teve início em Buenos Aires após os resultados das primárias legislativas de domingo (12), que trouxeram uma derrota para a coalizão governista Frente de Todos. Uma espécie de funil que decide quais candidatos terão o direito de concorrer às eleições de novembro, as primárias têm participação obrigatória e servem de termômetro para a avaliação do governo.

A crise ganhou novos elementos. No início da noite desta quinta, Cristina publicou uma carta na qual pede que Fernandéz honre a decisão que ela fez ao propor que o peronista liderasse a aliança na corrida eleitoral. "Peço não apenas que honre essa decisão, mas, acima de tudo, que honre a vontade do povo argentino."

Além da disputa de poder -CFK, como é conhecida Cristina, e Fernandéz já não tinham relação amigável antes da eleição.

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