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Movimento no comércio paulistano cresce 14,6%

Agência Brasil
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São Paulo - As vendas no comércio da cidade de São Paulo cresceram 14,6% nos primeiros 15 dias deste mês de setembro, revelou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A comparação é com o mesmo período do mês de agosto.

Quando comparado às duas primeiras semanas do mês de setembro de 2020, quando havia mais restrições relacionadas à pandemia da covid-19, o crescimento foi de 24,4%.

Segundo a associação, a recuperação no comércio paulistano vem ocorrendo desde maio, impulsionado pelo Dia das Mães, por uma maior flexibilização no funcionamento dos estabelecimentos e pelo aumento da vacinação. Para a ACSP, o setor deve voltar a crescer no próximo ano.

"Hoje, ainda estamos recuperando o que foi perdido a partir do distanciamento social que começou no início de 2020", disse Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP. "Só podemos considerar crescimento depois que atingirmos e superarmos os números de antes da pandemia", explicou.

SERVIÇOS

Após crescer mais de 20% nos primeiros seis meses do ano, o faturamento do setor de serviços de São Paulo deve avançar quase 17% no segundo semestre em relação ao mesmo período de 2020, segundo a Fecomercio-SP.

Thiago Freitas, assessor econômico da entidade, diz que a projeção é positiva, mas algumas variáveis podem atrapalhar o resultado, como inflação, crise energética e cenário político conturbado, que faz o dólar oscilar.

"A pandemia é o menor fator, porque há um ritmo bom de vacinação e um fluxo maior de pessoas na rua, o que é muito bom para o setor de serviços", diz Freitas.

Segundo o levantamento da FecomercioSP, o setor faturou R$ 252 bilhões no primeiro semestre de 2021, quase R$ 44 bilhões a mais do que no mesmo semestre do ano passado.

A maior parte das atividades registrou recuperação no período, mas as atividades de turismo, hospedagem e eventos ainda patinam na retomada, com queda de quase 40% nos primeiros seis meses em relação a igual semestre de 2020.

Em São Paulo, o turismo depende muito de eventos culturais e corporativos, que ainda não retornaram com força.

 

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