Internacional

França mandará embaixador francês de volta aos EUA


| Tempo de leitura: 1 min

Paris - O presidente francês, Emmanuel Macron, ordenou a volta do embaixador da França nos Estados Unidos para Washington na semana que vem após uma reunião com o líder americano, Joe Biden, sobre a crise diplomática após o acordo de submarinos australianos. Os dois presidentes conversaram por telefone nesta quarta-feira (22) e decidiram restaurar a confiança entre os dois países, segundo um comunicado conjunto.

Na sexta-feira, 17, Paris havia anunciado a retirada dos embaixadores nos EUA e na Austrália, decisão sem precedentes com dois aliados históricos da França, após o cancelamento de um contrato de submarinos franceses com Camberra.

Macron e Biden afirmaram, durante a conversa, que "consultas abertas entre os aliados teriam evitado" a crise dos submarinos australianos, de acordo com um comunicado conjunto. "O presidente Biden expressou seu compromisso permanente com esta questão", diz o documento, acrescentando que os dois líderes, que se encontrarão "na Europa no final de outubro", decidiram "lançar um processo de consultas aprofundadas destinado a estabelecer as condições para garantir a confiança e propor medidas concretas para a concretização dos objetivos comuns".

Foi neste contexto de apaziguamento que ficou decidido que o embaixador da França nos Estados Unidos, Philippe Etienne, retornará a Washington.

A CRISE

Estados Unidos, Austrália e Reino Unido anunciaram no dia 15 uma associação estratégica, chamada Aukus, para contra-atacar a China, que incluía o fornecimento de submarinos nucleares americanos a Camberra, o que deixou os franceses fora do jogo. 

O acordo eleva a Austrália a um clube de elite das poucas nações que operam submarinos impulsionados por energia atômica, que podem viajar longas distâncias sem precisar reabastecer. A estratégia complementa os planos dos EUA, do Reino Unido e de outras nações aliadas para deter as reivindicações territoriais chinesas no Mar do Sul da China e a expansão do poderio naval de Pequim.

Comentários

Comentários