Há um "jogo de palavras" no posicionamento do poder público que induz a um falso entendimento da questão envolvendo o Jardim Estoril II.
A Prefeitura de Bauru argumenta que "a avenida Comendador é um tronco viário e, portanto, precisa de comércio". É o progresso. Os argumentos passam a ideia de que "os moradores estão vedando comércio na avenida inteira, atrapalhando o progresso do restante da cidade".
Esse é um falso dilema.
Não reivindicamos a avenida inteira.
A avenida Comendador tem 51 quadras em extensão. Dessas, 46 já são comerciais. Reivindicamos o respeito à convenção residencial apenas das 5 quadras do loteamento Jd. Estoril II na avenida.
E o motivo foi muito bem descrito pelo secretário Nilson Ghirardello: a convenção entre entes privados e a decisão do TJSP segundo a qual intervir aí é inconstitucional. Portanto, não se trata de um Fla-Flu. Mas de contratos e leis. No nosso entendimento, progresso também é respeitar contratos.