Um ano e oito meses depois, a Prefeitura de Bauru retomou, nesta sexta-feira (1), a realização do Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (Liraa). A ferramenta é utilizada para avaliar o risco de uma nova epidemia de dengue, principal doença transmitida pelo mosquito, e aponta o número de imóveis com a presença de larvas do Aedes. Além disso, o Liraa permite conhecer os tipos de criadouros e a distribuição no município. A pesquisa deve durar três semanas, os dados serão processados e devem ser divulgados no final de outubro. Os resultados são essenciais para orientar as ações a fim de evitar uma nova explosão de casos, como aconteceu em 2019 (leia mais abaixo).
O levantamento é feito por meio de visitas casa a casa, escolhidas por sorteio, para compor uma amostragem do município. O trabalho é realizado pelo menos três vezes por ano. Mas no ano passado, por causa da pandemia, o Ministério da Saúde recomendou a suspensão do Liraa. "Foi uma medida para garantir a segurança tanto dos agentes de saúde quanto da população, para não entrarmos nas casas naquele momento", explica Roldão Pucci, diretor da Vigilância Ambiental de Bauru. Dessa vez o trabalho será possível por causa do arrefecimento da pandemia.
O último Liraa, de fevereiro de 2020, apontou índice de 4% de infestação em Bauru. O resultado é considerado como propício para um surto de dengue. O índice satisfatório é abaixo de 1%. Entre 1% e 3,9% é classificado como situação de alerta.
RODÍZIO
Ainda segundo Roldão, dessa vez a maior preocupação das equipes de combate aos criadouros é com as regiões que encaram o rodízio no abastecimento de água, como Bela Vista, Vila Dutra, Vila Falcão, Ouro Verde, que recebem água do Batalha. "Por causa da falta d'água, os moradores muitas vezes improvisam o armazenamento. Usam baldes, tambores, caixas d'água, e nem sempre tampam da maneira devida", afirma.
A estratégia é intensificar as ações nesses bairros, para orientar os moradores e eliminar criadouros. Além da dengue, o Aedes também transmite zika, chikungunya e febre amarela.