Muitos juristas dizem que o Brasil é um País das contradições. E olha que não estão errados. Temos uma Carta Magna que nos garante o direito de ir e vir, para todo o cidadão, quando não há provas ou condenações oficiais que revoguem esta condição natural.
Porém, prefeituras e governos estaduais estão impondo aos brasileiros, protegidos por uma Constituição, de poderem frequentar determinados lugares e, pasmem, até proibidos de trabalhar se não forem vacinados e apresentar um "passaporte da Covid-19", que não é previsto na nossa lei maior.
Até parece que voltamos nos tempos de guerra onde eram emitidos "salvo-condutos" para determinadas pessoas que estavam sob alguma ameaça. No Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial, foram concedidos muitos salvo-condutos para imigrantes japoneses, alemães e italianos que conseguiam fugir ataques da Potência do Eixo.
O Salvo-Conduto é um documento emitido por uma Nação e que permite com que o portador possa transitar por determinados territórios. Hoje, os diplomatas têm essa liberdade, este privilégio. Este documento, hoje exigido, parece retroagir àquele tempo. Afinal, quem tem este passaporte vacinal pode circular livremente por determinada área sem correr o risco de ser preso ou impedido.
Vejam um detalhe: o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi vacinado em 1ª e 2ª doses, tinha o passaporte, entrou nos Estados Unidos e foi infectado pelo novo coronavírus. Ou seja, mesmo vacinado e com o documento que permite ir e vir em dados lugares, contraiu a doença e poderia transmiti-la.
Então, este será exigido? Tem alguma eficácia ou será apenas mais um papel no bolso, como é o titulo de eleitor que nem para votar é preciso?
Não sou negacionista. Tomei as duas doses da vacina. Respeito as regras e jogo com as armas, mas, antes de entrar em briga partidária, penso, porque existo e, se existo, tenho opinião própria. Não preciso comprar concepções vazias.