Todos os anos, o aposentado José Darcy Rodrigues Sanches, 73 anos, oferece uma flor à Nossa Senhora Aparecida. O gesto é um agradecimento repetido há 48 anos por uma conquista atribuída à Padroeira do Brasil: largou definitivamente o cigarro. "Eu fumava muito, pesava 50 kg. Fazia apostas com os amigos para parar de fumar, mas não adiantava nada. Um dia, uma pessoa disse para eu entregar nas mãos de Maria. Acreditei. Desde o dia 31 de maio de 1973 nunca mais coloquei um cigarro na boca", relata o aposentado. Dessa vez, ele deixou girassóis aos pés da imagem, no Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Bauru.
Essa é uma das muitas histórias atribuídas à Nossa Senhora. O movimento de fiéis no Santuário tem aumentado desde a semana passada. "Tem muita gente da região, até de fora. Quem tem dificuldades acaba vindo antes para prestar homenagem, fazer uma oração", diz o pároco, o padre Joaquim dos Santos Filho. Como exemplo, ele mostra uma imagem de Aparecida que veio a cavalo do Mato Grosso, um ato de fé de um jovem batizado em Bauru. Segundo o padre, nesta terça-feira (12) são esperadas pelo menos 5 mil pessoas. Antes da pandemia, pelo menos 10 mil devotos passavam pelo Santuário no dia 12.
Ao longo do dia, serão celebradas oito missas. Os fiéis também poderão comprar pastéis, sanduíches e o bolo de Nossa Senhora (veja mais no quadro ao lado). Para visitar a imagem, os visitantes passarão por um corredor, em fila, para evitar aglomerações por longos períodos.
CURA
A aposentada Esmeralda de Almeida Pinto, 69 anos, aproveitou a segunda-feira (11) para agradecer à Nossa Senhora. "Ela me curou da depressão", conta a mulher. O problema surgiu três anos atrás, quando ela perdeu uma filha com um AVC. "Fiquei doente, não me cuidava mais. Foi Nossa Senhora que me deu forças para continuar vivendo". Desde então, é ela quem cuida do neto, hoje com 15 anos. "Ele tem feito tratamento. Não se conforma com a morte da mãe. Tenho fé em Nossa Senhora, rezo muito e sei que Ela vai ajudar meu neto também", afirma Esmeralda.