Internacional

Reunidos, EUA e Israel ameaçam Irã


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Washington - Ao lado do ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, que visita Washington, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, alertou nesta quarta-feira (13), que os Estados Unidos podem recorrer a "outras opções" se a diplomacia sobre o programa nuclear iraniano falhar. Ele deu a declaração após Lapid dizer que seu país se reserva no direito de usar a força contra o Irã, que considera uma ameaça a Israel.

Blinken disse a repórteres que espera que as negociações com o Irã terminem com sucesso, mas que o tempo que resta para fazer isso está se esgotando. Questionado sobre a ameaça do ministro israelense de usar a força, Blinken respondeu sem elaborar: "Estamos preparados para recorrer a outras opções se o Irã não mudar de curso".

Em seguida, ele acrescentou que os EUA ainda acreditam que o caminho diplomático é a maneira mais eficaz de garantir que o Irã não adquira armas nucleares. "O que estamos vendo em Teerã sugere que eles não estão prontos (para voltar ao acordo nuclear)", disse Blinken.

Segundo ele, o Irã está enriquecendo urânio a 20% de pureza e chegando a um ponto em que os benefícios que os EUA obteriam ao regressarem ao acordo não seriam os mesmos que os alcançados quando o pacto foi fechado, em 2015. Segundo Blinken, o Irã passou a violar gravemente suas obrigações nos termos do acordo nuclear.

O acordo foi assinado em 2015 entre Irã, EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha, mas Washington abandonou o pacto unilateralmente em 2018 sob a presidência de Donald Trump (2017-2021) e retomou as sanções contra Teerã.

Esse pacto limitava o programa atômico do Irã em troca da suspensão das sanções internacionais, motivo pelo qual a decisão dos EUA de reintroduzir medidas punitivas em 2018 deixou o acordo gravemente enfraquecido.

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