Nova York - Diretor-assistente da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa afirmou nesta quarta-feira, durante entrevista coletiva, que a entidade defende que os países não utilizem marcas de vacina contra a Covid-19 como critério para receber ou não visitantes. Segundo ele, a Opas defende que sejam aceitos todos os imunizantes que já receberam o aval para uso emergencial pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Barbosa notou, porém, que essa é uma decisão soberana de cada nação. Ele também comentou que as doses de reforço devem ser aplicadas em pessoas com problemas de imunidade, incluindo alguns grupos de mais idosos. A autoridade da Opas disse que está bem estabelecido que pode ser utilizada para esse reforço uma vacina de outra marca, caso não esteja disponível uma do mesmo fabricante da dose anterior ou das doses anteriores.
Outro fator de otimismo é que houve quase 817 mil casos do vírus nas Américas, com pouco mais de 18 mil mortes, ou seja, os números melhoraram (leia ao lado) nas Américas. Na América do Norte, há um recuo nos casos, mas ocorreu um aumento nas mortes pela doença no México. De qualquer modo, a Opas considera que o quadro na pandemia melhora em solo mexicano, com tendência positiva nos casos. A organização pediu que sejam mantidas as medidas para controlar as transmissões do vírus.
VACINAÇÃO
A Opas destacou ainda, durante a coletiva, que 41% da população na América Latina e no Caribe já foi completamente vacinada, mas destacou a desigualdade entre os países no acesso aos imunizantes. A entidade alertou que deve continuar a haver novos casos da doença na região. De qualquer modo, enfatizou que as vacinas contra a covid-19 "são muito seguras" e altamente eficazes em evitar doenças graves e mortes pela doença, podendo impedir a maioria das infecções.
Na esteira da campanha de imunização mundial, reguladores dos Estados Unidos vão se reunir nas próximas duas semanas para avaliar os benefícios da imunização de americanos de 5 a 11 anos. Segundo a Casa Branca, em breve, o público poderá ter acesso à vacina com seu médico, farmácia ou talvez na escola, de acordo com informações do jornal The Guardian. Jeff Zients, um dos coordenadores da força-tarefa da Casa Branca, disse que o governo está "concluindo o planejamento operacional para garantir que as vacinas para crianças de 5 a 11 anos estejam disponíveis, de forma fácil e conveniente."