Tribuna do Leitor

Dia do Funcionário Público

Plenária da CCM Iamspe
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"No novo tempo, Apesar dos castigos, De toda fadiga, De toda injustiça, Estamos na briga!" (Ivan Lins/ Vitor Martins)

A CCM Iamspe, coletivo de entidades do Funcionalismo Público Paulista, representando os usuários do Iamspe, vem nesta semana do 28 de outubro de 2021 (Dia do Funcionário Público) denunciar a contínua precarização do Instituto e do HSPE. Nós, usuários, temos que conviver diariamente com a falta de atendimento, demora na marcação de consultas e exames, além das constantes interrupções de atendimento dos serviços conveniados muitas vezes por demora de pagamento às empresas prestadoras de serviço. Esse é o cotidiano que enfrentamos nas mais diversas regiões do Estado, seja no Interior, no Litoral, Grande São Paulo ou Capital. E isso não fosse o suficiente, passado um ano da elevação das alíquotas promovidas pelo Governo do Estado, ainda hoje temos usuários com descontos indevidos e irregulares. Resultado direto da falta de estrutura do cadastro do Iamspe, consequência da falta de planejamento do Governo do Estado, suas secretarias e Superintendência do Iamspe que não foram competentes para preparar o cadastro para as mudanças em curso.

No HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual), a situação não é muito diferente. Apesar do esforço técnico dos profissionais e mesmo da direção do hospital, a falta de estrutura é algo escandaloso. Faltam funcionários, equipe médica, equipe de enfermaria além de especialistas como na área de fisioterapia, psiquiatria entre outros. Hoje, no HSPE, há 617 funcionários a menos que em 2017. Um número alarmante, que sobrecarrega os profissionais do Hospital, mas que parece não incomodar a administração do Iamspe, que aceita a não liberação de concursos para repor essas vagas ou a chamada de remanescentes de concursos anteriores. Enquanto isso, o Governo do Estado apresenta um orçamento para 2022 na ordem de 280 bilhões, bem acima do orçamento de 2021. E, para nossa surpresa com uma isenção fiscal na casa de 60 bilhões. Nesse orçamento, o Governo apresenta como contribuição ao Iamspe os mesmos 4 mil reais do ano passado. Um acinte! O Orçamento do Estado para 2022 é o retrato fiel da política neoliberal de Doria. Onde, para as grandes empresas, tudo (isenções em larga escala) e para o setor público muito menos que migalhas.

É necessário mudar o rumo da política no Estado de São Paulo, é mais que urgente mudar a realidade do Iamspe. Precisamos modernizar e democratizar o Iamspe, colocando em prática nossas bandeiras de luta: *Contrapartida patronal em igual porcentagem a nossa contribuição; *Formação de Conselhos Administrativos e Fiscais com a participação de representantes do Funcionalismo (eleitos por nós). Além disso, passou da hora de escolhermos uma Superintendência do Iamspe que tenha compromisso com o Instituto e seus usuários. Que defenda o Iamspe e que não apenas faça o papel de aplicador das politicas neoliberais de terceirizações e privatizações. E "Apesar dos castigos, De toda injustiça. Estamos na briga!"

Plenária da CCM Iamspe, dia do Funcionário Público, 28 de outubro de 2021.

 

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